Cidades do litoral de SP 'batem de frente' com Doria e anunciam que não recuarão para fase vermelha

Prefeito de Santos e presidente do conselho que reúne as nove cidades da Baixada Santista, Paulo Barbosa, anunciou que região vai permanecer na fase amarela durante Natal e Ano Novo, período em que governo estadual impôs rebaixamento temporário para a fase vermelha

Da redação
Publicado em 23/12/2020, às 12h58 - Atualizado em 24/12/2020, às 09h09

Entenda as proibições de casa fase -


O prefeito de Santos, Paulo Barbosa (PSDB), anunciou em coletiva de imprensa no início da tarde desta quarta-feira, 23,  que as cidades da Baixada Santista vão permanecer na fase amarela mesmo após o governo estadual recuar todo o estado temporariamente para a fase vermelha. "Nós decidimos enquanto Baixada Santista manter a região na fase amarela". 

A Baixada Santista, assim como todo o estado, foi retrocedida em dois níveis no plano São Paulo de enfrentamento da covid-19 durante o período das festas de Natal e de Ano Novo.  A decisão de recuar temporariamente todas as regiões do estado para a fase vermelha foi anunciada nesta terça, 22, pelo governo estadual. O rebaixamento  seria temporário e duraria, segundo imposição estadual, dos dias 25,26 e 27 de dezembro e 1,2 e 3 de janeiro. 

O anúncio do prefeito de Santos se deu após reunião extraordinária do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb), às 10h desta quarta-feira. A reunião foi convocada na véspera, especificamente para a região decidir em conjunto quais seriam as medidas municipais em relação ao rebaixamento imposto pelo governo Doria.



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Na qualidade de porta voz do Condesb, Paulo Barbosa justificou a decisão conjunta de parmanecer na fase amarela que envolve as cidades da Baixada. "Quem está na ponta precisa de planejamento, preparo, organização, o que seria impossível de se praticar no período e no tempo em que as medidas foram anunciadas. E a capacidade de fiscalização dos municípios que fazem valer essas medidas ficam comprometidas com um período de tempo muito curto", a fala faz referência ao anúncio do governo estadual de rebaixamento temporário da região com três dias de antecedência, alegando sobretudo que os casos de coronavírus estariam saindo de controle. 



Em nome do conselho de prefeituras da Baixada Santista, Barbosa também reiterou sobre a dificuldade enfrentada pelo comércio da região, que tem no turismo uma de suas principais fontes de renda.  "Retroceder para a fase vermelha, num momento como esse onde já há um planejamento das pessoas, os comércios têm estoque, funcionários contratados. É impraticável para a região da Baixada Santista, que é a região que recebe o maior fluxo de pessoas durante esse período [de festas de final de ano]."

Com a decisão da região de permanecer na fase amarela mesmo com a imposição estadual de fase vermelha temporária, mesmo o comércio considerado não essencial, como restaurantes, bares,  lojas, academias et al podem funcionar até durante  12 horas diárias com lotação máxima de 40%. Na fase vermelha, apenas padarias, farmácias e mercados, considerados essenciais podem funcionar.

O Condesb trata de assuntos de interesse comum das nove cidades da região (Santos, São Vicente, Guarujá, Praia Grande, Bertioga, Cubatão, Itanhaém, Peruíbe e Mongaguá) e é formado por representes de cada município e de mais nove do governo estadual.



"Então nós decidimos enquanto Baixada Santista manter a região na fase amarela, o que significa dizer que todos os comércios, todas as atividades devem respeitar todos os protocolos desta fase. Os cuidados devem ser permanentes. A pandemia não acabou. As pessoas devem usar proteção, utilizar a máscara e fazer a higienização e respeitar as regras de limitação de ocupação dos estabelecimentos, que são previstas", acrescentou o mandatário de Santos e presidente do Condesb.  

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