Após operar um tumor no cérebro em 2017, Geronimo faz uso de medicação controlada, o que o impede de exercer sua antiga profissão e ir em busca de vagas em outras funções
Da redação
Publicado em 29/03/2022, às 08h54 - Atualizado em 31/03/2022, às 15h25
Geronimo Ferreira Lima, de 36 anos, morador de Bertioga, vive um drama há cinco anos. Em 2017 ele foi diagnosticado com um tumor no cérebro apenas dois meses após perder o emprego como motorista.
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Mesmo seu tumor sendo classificado como benigno pelos médicos e a cirurgia para a retirada dele tenha sido um sucesso, Geronimo terá que usar medicamentos controlados pelo resto da vida, para não convulsionar.
E, esse fato tem o prejudicado na busca de um novo emprego. Geronimo contou ao Portal Costa Norte que, logo após receber alta, depois de mais de 40 dias internado para a cirurgia, chegou a receber o auxílio doença por quatro meses.
Quando o benefício cessou, com aluguel e uma filha pequena para criar, Geronimo foi atrás de emprego. Como um laudo médico o impossibilitava de exercer a sua profissão de motorista, foi em busca de outras vagas. Mas foram várias negativas, devido ao fato de tomar medicação controlada e o risco de sofrer convulsões.
Em uma dessas empresas em que foi atrás de emprego, Geronimo foi instruído a ir buscar seus direitos junto ao INSS, para entrar com o pedido de aposentadoria por invalidez.
Geronimo contou que, representado por advogados da Defensoria Pública de São Paulo, não conseguiu que sua aposentadoria fosse aceita pelo INSS. O juiz do caso teria dito que ele possui condições para exercer outras funções.
Atualmente Geronimo se encontra em um impasse. Se por um lado os médicos dizem que seu tumor não tem mais riscos de voltar, a necessidade de tomar os remédios controlados diariamente e o risco sempre presente de sofrer uma convulsão não o deixam nem exercer a antiga profissão de motorista e nem procurar uma vaga em outra função. O receio que as empresas demonstram quando ele tem que contar sobre a medicação controlada faz com que nunca passe das entrevistas também.
Geronimo ainda confessou que não pode carregar peso e nem ficar sozinho por muito tempo devido à sua condição de saúde, o que também inviabiliza uma possível recolocação no mercado de trabalho
Por tudo isso, Geronimo apela por ajuda. Seu desejo é conseguir que o INSS reveja seu caso e lhe conceda a aposentadoria por invalidez. Ele clama para que algum advogado trabalhista possa o assessorar nesta questão de suma importância para sua subsistência.
O Portal Costa Norte entrou em contato com o INSS sobre esse caso. O órgão respondeu que Geronimo teve o pedido de auxílio por incapacidade temporária indeferido em 15 de julho de 2019, pois a perícia médica não reconheceu a incapacidade para o trabalho. Ele não entrou com recurso contra o indeferimento (o prazo é de até 30 dias após a ciência pelo interessado) e nem solicitou novo benefício.
O INSS também disse que Geronimo entrou com ação judicial, mas esse processo foi negado em primeira e segunda instância. Não há nenhuma solicitação administrativa pendente no INSS nem decisão judicial para cumprimento.
O órgão ainda declarou que, caso queira, Geronimo pode dar entrada no auxílio por incapacidade temporária no INSS, para nova avaliação da perícia médica. A solicitação pode ser feita pelo telefone 135 ou pelo aplicativo Meu INSS .
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