Dezenas de pessoas perderam seus empregos após atual governo federal dificultar o acesso às armas
Matheus Alves
Publicado em 24/03/2023, às 15h44 - Atualizado às 16h20
As últimas decisões do governo Lula contra a posse e porte de armas de fogo têm gerado insegurança aos Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CAC). O atual governo federal tem se posicionado contra qualquer tipo de acesso às armas por parte da população, revogando medidas tomadas pelo governo Bolsonaro que flexibilizaram o acesso a esses instrumentos.
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O chamado “revogaço” do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afetou inclusive a Baixada Santista, mais especificamente Bertioga. O Clube de Tiro Caramuru, fundado em 2021, chegou a gerar o total de 20 empregos, entre serviços gerais, armeiro, instrutores e segurança. No entanto, a empresa perdeu cerca de 16 funcionários desde a época em que o governo Lula começou a atuar contra essa área. Atualmente o clube bertioguense conta com apenas quatro empregados.
Em entrevista exclusiva concedida ao Portal Costa Norte, Merson Nor, um dos proprietários do clube, comentou a atual situação dos CACs no governo petista: “Após o evento da posse do presidente Lula, com o decreto da vingança, que revogou a legislação vigente até então, emitindo decreto que suspendeu o porte de trânsito e emissão novos CR - certificado de registro de CAC -, e proibiu o tiro lúdico, venda de munição e insumos, [acabou] provocando assim grande impacto no esporte de tiro e no setor logístico, empregos nos clubes e no setor”, declarou Merson.
Ele continua e comenta sobre a insegurança que os próprios especialistas passaram a ter ao se dirigirem aos clubes praticar o esporte: “Para se ter uma ideia , hoje o CAC está com receio de vir ao clube, para treino ou atividade do esporte, porque tem medo de ser abordado e ter seu armamento roubado no trajeto; aliás tem ocorrido muito isso. Daí [que] os clubes estão sem munição para fornecer aos filiados, pois a venda está suspensa e assim não têm sido deferidas, pelo Exército, as autorizações para compra de insumos”.
Nor ainda explica que um cidadão que não tenha nenhuma experiência com armas de fogo, dificilmente terá a oportunidade de ao menos fazer um teste em qualquer clube de tiro: “Anteriormente, poderia fazer uma experiência e desde que preenchesse os requisitos básicos, não tivesse antecedentes policiais e criminais, ou seja, nenhum registro de problemas policiais [com a lei]; nunca ter respondido a inquérito policial ou processos por crime, e ter sido aprovado em exame teórico e prático de uso de adestramento ao armamento; ter sido aprovado por exame psicológico; se filiar a clube de tiro esportivo... aí seria permitido [ao cidadão] obter o CR, após aprovação pelo Exército Brasileiro. Agora está suspensa a prática de tiro por quem não é CAC, e está suspensa a emissão de CR”.