Isadora sofria de miocardiopatia hipertrófica, doença grave que leva ao aumento da espessura do músculo cardíaco
Thalita Ferreira
Publicado em 02/02/2022, às 12h02 - Atualizado em 25/05/2022, às 16h02
Morreu na última terça-feira (1), a jovem Isadora Silva de Almeida, de 17 anos, que lutava por um transplante de coração há mais de um ano. Moradora de Bertioga chegou a ficar internada por 8 meses no Instituto do Coração (Incor), em São Paulo, após ter passado mal.
Na terça-feira Isadora estava na casa de uma tia, em Santos, quando teve uma parada cardíaca e veio a óbito. De acordo com a tia Valéria Silva, não deu tempo de levar ela ao hospital. “O coração dela não aguentou. Infelizmente o coração dela parou de funcionar”.
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Isadora sofria de miocardiopatia hipertrófica, doença grave que leva ao aumento da espessura do músculo cardíaco, deixando-o mais rígido e com maior dificuldade em bombear o sangue, podendo levar à morte. Fazia tratamento desde os 7 anos de idade, mas de um ano para cá a doença agravou e ela passou a precisar de um novo coração.
A jovem estava na fila de espera por um doador há um ano e sete meses. Em julho de 2020 passou muito mal e foi levada para o Incor, onde permaneceu internada por cerca de um ano.
O transplante é a única solução para doenças que inviabilizam o funcionamento do coração e causam a chamada insuficiência cardíaca. Isadora tinha prioridade na lista de espera, já que seu caso era grave, mas, conseguir um doador compatível não é fácil, pois depende de características diversas, que incluem desde o tipo sanguíneo até peso e altura.
Os sinais da doença começaram a surgir quando Isadora tinha sete anos. De acordo com a mãe, a menina desmaiou na rua, ao ter uma convulsão, quando seguia para a escola. No Hospital Municipal de Bertioga ficou em observação e voltou para casa.
Quatro meses depois ocorreu o segundo episódio, exatamente igual. Na ocasião ela foi entubada e transferida para o Hospital Ana Costa, em Santos, onde ficou internada por 15 dias. Exames foram realizados e foi descoberto que não se tratava de meras convulsões e sim que a menina teria alguma doença no coração.
Entre idas e vindas a médicos, a família conseguiu uma vaga no Incor, onde foi diagnosticada miocardiopatia hipertrófica e iniciado o tratamento com remédios. Porém, conforme ela foi crescendo, a doença foi se agravando e a partir dos 14 anos os medicamentos passaram a não surtir o efeito desejado.
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