☰
✕

Vai viajar de navio? Saúde de SP reforça necessidade da vacina contra sarampo para passageiros

Com estimativa de 832 mil viajantes no litoral paulista, órgãos de saúde reforçam necessidade da Tríplice Viral para conter o vírus

Redação
Publicado em 17/10/2026, às 13h30

Intensa circulação de turistas de várias nacionalidades nos transatlânticos exige atualização da caderneta - Divulgação/Governo de SP


A aproximação da temporada de cruzeiros marítimos 2026/2027 acende o alerta das autoridades de vigilância epidemiológica do Estado de São Paulo. Com a estimativa de movimentação de aproximadamente 832 mil passageiros e tripulantes nos portos paulistas, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) orienta todos os viajantes a conferir a caderneta de vacinação contra o sarampo antes de embarcar.

O aviso fundamenta-se na circulação ativa do vírus em diversos países e no intenso fluxo de turistas de diferentes origens em espaços confinados, fatores que elevam o risco de contágio e de reintrodução de cepas importadas no território nacional.

Caso o passageiro apresente febre e manchas vermelhas pela pele, especialmente acompanhadas de tosse, coriza ou conjuntivite, a recomendação sanitária indica o adiamento imediato do passeio e a busca por diagnóstico médico em um posto de saúde.



Medidas a bordo e conduta após o desembarque

Durante a permanência nos navios, a equipe técnica da SES-SP recomenda a manutenção de hábitos contínuos de higiene: higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel, proteção ao tossir ou espirrar, não compartilhamento de copos e talheres, além de preferência por ambientes bem ventilados.

Se os sintomas surgirem ao longo da viagem, o passageiro precisa notificar imediatamente o posto médico da embarcação e seguir os protocolos de isolamento.

Após a viagem, a atenção aos sinais da doença deve durar por até 30 dias. Diante de qualquer suspeita após o retorno, o cidadão deve buscar atendimento na rede pública ou privada e informar o histórico de viagem ao profissional de saúde.



Se possível, o aviso prévio por telefone à unidade evita o contato com outros pacientes na sala de espera.

Esquema vacinal e avanços na cobertura em São Paulo

Entre abril e agosto de 2026, a cobertura contra o sarampo registrou expansão expressiva no Estado de São Paulo. O índice da primeira dose da vacina subiu de 86,56% para 96,29%, enquanto a segunda dose avançou de 72,72% para 83,81%.

As diretrizes do Ministério da Saúde e da SES-SP estabelecem as seguintes faixas de imunização com a vacina Tríplice Viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola):



A "dose zero" atende bebês de 6 a 11 meses e 29 dias nos municípios de São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André, além de ações de bloqueio em contatos de casos suspeitos.

Essa aplicação antecipada não substitui o calendário oficial dos 12 e 15 meses.

Pessoas com imunossupressão, idosos com mais de 60 anos e bebês menores de seis meses necessitam de avaliação individualizada.



A vacina é contraindicada para gestantes. Dúvidas sobre imunizantes e calendários oficiais podem ser consultadas no portal estadual Vacina 100 Dúvidas.

Para mais conteúdos