Marca histórica reúne 170 milhões de clientes no país, com avanço das opções aleatórias para evitar o compartilhamento de dados pessoais
Redação
Publicado em 26/10/2026, às 17h23
O número de chaves cadastradas no Pix superou a marca inédita de 1 bilhão, em setembro de 2026, em todo o território nacional. Segundo levantamento oficial do Banco Central (BC), o sistema atingiu o montante histórico em decorrência da busca dos usuários por rapidez e praticidade nas operações financeiras diárias, além da adesão predominante às chaves aleatórias, modalidade que resguarda os dados sensíveis dos correntistas.
Os números consolidados apontam que o sistema contava com 1,008 bilhão de registros ativos no dia 30 de setembro, diante de 998 milhões contabilizados no fechamento de agosto.
Essa evolução representa uma expansão de cerca de 80 milhões de novos registros desde o término de 2025, ocasião em que a base somava 920 milhões de chaves cadastradas. O total expressivo de registros, no entanto, não é sinônimo direto do número de usuários da plataforma.
Como cada pessoa tem a possibilidade de associar múltiplos códigos de identificação, o Pix reúne perto de 170 milhões de clientes, entre pessoas físicas e jurídicas. O volume corresponde a uma média aproximada de seis chaves ativas para cada participante. De acordo com o BC, 956,7 milhões de cadastros estão atrelados a pessoas físicas, enquanto o segmento empresarial responde por 51,2 milhões de vínculos.
No detalhamento das preferências de segurança, mais da metade dos registros corresponde aos códigos aleatórios, formato que permite receber valores sem expor informações diretas como CPF, número de telefone ou e-mail. A distribuição registrada pela autoridade monetária aponta:
As chaves atuam como identificadores universais ligados a contas correntes, poupanças e de pagamento mantidas em bancos e cooperativas. De acordo com a regulamentação em vigor, cada pessoa física tem permissão para cadastrar até cinco chaves por instituição financeira, enquanto empresas podem registrar até 20. Cada código individual pode permanecer associado a apenas uma conta bancária de cada vez.
O gerenciamento das credenciais ocorre diretamente pelos aplicativos das instituições financeiras, lembrando que o uso da chave não é obrigatório: os cidadãos também podem concluir repasses informando os dados tradicionais da agência e conta bancária ou mediante a leitura de código QR.
A expansão no total de chaves é acompanhada por um volume robusto de transações comerciais e transferências entre pessoas no dia a dia. Somente em setembro, o Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) do Banco Central processou 7,1 bilhões de transações financeiras, movimentando a cifra aproximada de R$3,2 trilhões.
O SPI é a infraestrutura pública encarregada de compensar e liquidar as movimentações interbancárias em tempo real. No caso de pagamentos efetuados entre correntistas da mesma instituição financeira, a liquidação ocorre de forma direta no ambiente interno do próprio banco.
Embora o formato aleatório proporcione maior discrição contra a exposição involuntária de dados, os órgãos de controle recomendam atenção contínua. Antes de autorizar qualquer envio financeiro, o usuário deve conferir minuciosamente a identidade do destinatário na tela de confirmação do aplicativo.
Em novembro de 2025, o BC havia informado o estudo de ferramentas complementares de segurança para viabilizar o bloqueio preventivo à criação de chaves não autorizadas, reforçando a proteção dos clientes contra tentativas de fraude digital.
*Com informações de Wellton Máximo, da Agência Brasil