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Defesa Civil de São Paulo cria nível Laranja e reforça tecnologia para enfrentar eventos extremos no estado

Escala de alerta ganha estágio intermediário para acionar equipes antes dos impactos das chuvas

Redação
Publicado em 16/10/2026, às 20h22

Painel de Inteligência SP Sempre Alerta cruza dados meteorológicos e densidade populacional para agilizar o envio de avisos de emergência - Reprodução/Agência SP


A Defesa Civil do Estado de São Paulo anunciou uma reformulação no protocolo de prevenção e resposta a desastres naturais provocados pelo fenômeno climático El Niño na temporada 2026/2027.

A principal mudança estrutural é a inclusão do “nível Laranja” na escala oficial de risco, patamar intermediário criado para antecipar a preparação das equipes de resgate e o envio de alertas à população antes que tempestades e deslizamentos atinjam áreas urbanas.

Com a nova metodologia, o sistema de proteção passa a funcionar em quatro patamares graduais de mobilização:



Previsão regionalizada e boletins de três dias

Para garantir autonomia de planejamento aos prefeitos e agentes comunitários, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) emitirá boletins diários de risco com cobertura regionalizada e projeção para três dias.

A informação antecipada permite que os municípios instalem abrigos temporários, limpem calhas de drenagem e orientem famílias em áreas encostadas com antecedência.

A comunicação direta com os cidadãos mantém o envio de mensagens SMS e avisos georreferenciados via Cell Broadcast, tecnologia que dispara alertas sonoros prioritários nos telefones celulares de quem se encontra dentro do perímetro de risco.



Cruzamento de dados e tecnologia contra cheias e deslizamentos

O monitoramento das tempestades ganha o reforço de novos recursos tecnológicos integrados ao Painel de Inteligência SP Sempre Alerta. O sistema passa a absorver dados da plataforma internacional Earth Networks, ferramenta que identifica a direção do deslocamento de frentes de chuva e calcula o tempo estimado de chegada às cidades vizinhas.

Esses indicadores meteorológicos funcionam cruzados com os mapas de vulnerabilidade do Instituto de Pesquisa Ambiental (IPA). A sobreposição das imagens revela em tempo real quais setores residenciais apresentam maior densidade demográfica exposta ao risco de enxurradas ou escorregamento de terra.

Com a integração das ferramentas, a Defesa Civil pretende encurtar o tempo entre a identificação da nuvem de tempestade e a evacuação preventiva das famílias nas áreas mais vulneráveis do litoral e do interior paulista.



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