A praia do Bonete é um verdadeiro paraíso onde o tempo parece ter parado. Vale cada minuto do seu tempo para conhece-la e aprecia-la!
Bruna Vieira Guimarães
Publicado em 17/10/2018, às 13h23 - Atualizado em 29/08/2024, às 16h14
Um lugar para viver momentos simples e inesquecíveis! No Bonete, em Ilhabela, no litoral norte paulista, ‘há tempo’ para respirar ar puro, ‘curtir’ a bela paisagem, ‘experimentar’ o clima de romance, ficar perplexo com a beleza da natureza, sentir o carinho e acolhimento dos moradores, pouco mais de 300 pessoas.
Localizada no sul de Ilhabela, a 31 quilômetros da balsa, esta é uma praia ideal para quem quer esquecer a correria do dia-a-dia. O acesso é feito por mar ou por terra, por meio de uma trilha de 15 km - 4 horas de caminhada-, passando por límpidas cachoeiras. Não importa o meio de chegar, a aventura é sempre garantida!
O cenário da praia do Bonete é assim: canoas coloridas ‘estacionadas’ em cima de uma areia fofa, mar azul rodeado de montanhas cheias de coqueiros, muitas árvores chapéus-de-sol na praia, um rio transparente, o Nema, de um lado e, do outro, altas ondas para a alegria dos surfistas.
Casas em estilo simples do velho caiçara. Ah, os moradores, amáveis, amorosos e receptivos. As crianças brincam com as folhas na areia, os jovens consertam as redes de pesca, os adultos ‘proseiam’ ressaltando um linguajar peculiar. A ausência de luz elétrica e a inexistência de automóveis garantem a tranquilidade do local.
Décadas atrás, a principal fonte de renda da comunidade era a pesca, hoje o turismo predomina. O Bonete oferece hospedagens variadas, desde campings até uma pousada requintada. Alguns moradores alugam quartos ou a própria casa durante a temporada de verão. Mas a média de visitantes é de 8 mil pessoas por ano, ou seja, você dificilmente vai encontrar esta praia lotada.
A trilha de acesso à praia do Bonete reserva boas doses de adrenalina e passa pelas cachoeiras da Laje e do Areado. A trilha de 15 quilômetros começa na estrada do bairro da Sepituba, extremo sul de Ilhabela, onde há um estacionamento. Ao entrar em área de preservação do Parque Estadual, a dica é apreciar as espécies variadas de árvores e plantas nativas, pássaros, lagartos e outros encantos da natureza.
O grau de dificuldade varia. O peso da mochila (ou prancha) influencia na velocidade e na dificuldade das subidas. As cachoeiras podem ser um desafio para os que não gostam de andar sobre pedras. A média de tempo para completar o percurso é de três a quatro horas e meia, sem parar.
Os que preferirem ir de barco com os ‘boneteiros’, podem apreciar o verde da Mata Atlântica e as mansões que circundam a costa do arquipélago. Passar pela Ponta da Sepituba e observar o ‘buraco do cação’ - uma caverna dentro do costão - é emocionante! A natureza, infinitamente bela, revela formas irreverentes como o Pico do Papagaio.
Os aventureiros privilegiados que puderem passar mais de um dia no Bonete têm a opção de conhecer as praias de Enchovas (1 hora de caminhada), e Indaiauba (2 horas de caminhada).
Saindo de uma trilha no meio da vila, passa pela ponte da cachoeira do pau oco, percorre cerca de dois quilômetros até encontrar Enchovas. Mais um quilômetro, chega-se à maravilhosa Indaiauba. Ambas praias calmas e boas para descanso. À noite, o espetáculo fica por conta do céu estrelado e da lua.
Os surfistas têm lugar garantido no mar do Bonete, que apresenta ondas de até 3 metros. Os praticantes do mergulho livre podem se divertir no costão esquerdo da praia. O rio Nema garante a diversão das crianças. Depois da praia, a dica é mergulhar numa corredeira, cachoeira ou piscina natural, atrás da Vila. Não deixe de fotografar a esplêndida paisagem do mirante.
Aproveite para se deliciar com os sanduíches do Mac Bonet’s, com as porções de camarões e lulas dos quiosques e com a comida caiçara servida nos poucos restaurantes. Depois desse dia completo, sente para bater um papo com os moradores locais e desvendar as muitas histórias locais.
Saídas de barco com ‘boneteiros’ do Tebar Clube, em São Sebastião; a viagem dura em média 2 horas e as canoas costumam ficar por lá das 6h às 14h. A viagem pela manhã é mais confortável, pois o mar é mais calmo e venta menos. Em lanchas, que partem da praia do Perequê, o percurso é feito em cerca de 40 minutos. A pé, por trilha, a caminhada é feita em cerca de 4h30, a partir da ponta da Sepituba.
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