Consórcio Acqua Vias SP assume gestão das balsas no litoral paulista por 20 anos; veja o que muda

Governo oficializou resultado da licitação no Diário Oficial; grupo terá de investir R$ 2,5 bilhões e renovar frota com barcos elétricos

Redação
Publicado em 17/01/2026, às 14h44

Promessa é de 40 novos barcos, na maior parte de propulsão elétrica, para reduzir poluição - Divulgação/Governo de SP


O futuro do transporte por balsas, no litoral de São Paulo, está definido. O governo estadual oficializou, na quarta-feira (14), a vitória do Consórcio Acqua Vias SP na concorrência para assumir o Sistema de Travessias Hídricas.

Publicação no Diário Oficial encerra a fase de disputa e abre caminho para a assinatura do contrato, prevista para este semestre.

O grupo privado, formado por cinco empresas (incluindo a Internacional Marítima e a Rodonave), administrará o serviço pelas próximas duas décadas. Para vencer o leilão na B3, ocorrido em novembro de 2025, consórcio ofereceu desconto de 12,60% sobre a tarifa base prevista no edital.



O que muda para o passageiro

A concessão promete atacar gargalos históricos do sistema, como falta de balsas e precariedade dos terminais. O contrato estipula pacote de investimentos de R$ 2,5 bilhões.

Entre as obrigações da nova gestora estão:

Operação de Guerra

Uma das principais queixas de turistas e moradores, as longas filas em feriados, também entrou na regra do jogo. Modelo de concessão obriga a empresa a reforçar a frota operacional durante a alta temporada e em datas festivas, para garantir maior fluidez nas viagens.



Onde vai mudar

Privatização atinge em cheio as rotas mais movimentadas do estado. O novo consórcio assumirá as travessias Santos–Guarujá; São Sebastião–Ilhabela; Bertioga–Guarujá, além das ligações no Vale do Ribeira (Iguape–Jureia e Cananeia–Ilha Comprida) e na capital (Bororé–Grajaú).