Uniformes escolares chegam até início de abril


Costa Norte
Publicado em 21/03/2014, às 14h40 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h29

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Por Antonio Pereira

Secretário Ivan de Carvalho disse que atraso não tem ligação com recente denúncia do MP sobre fraude em licitações

“Todos os uniformes escolares da rede municipal devem ser entregues até o dia 5 de abril. O motivo da demora foi o recesso dos funcionários da prefeitura, em janeiro, o que atrasou a elaboração da nota de empenho, que, por sua vez, só foi emitida em 10 de fevereiro. Além disso, também tivemos um atraso de 15 dias por parte da empresa contratada, a Ducontex, de Santa Catarina, que não conseguiu atender o prazo estipulado de 30 dias”. A declaração é do secretário de Educação de Bertioga Ivan de Carvalho, em entrevista exclusiva a este jornal, na manhã de sexta-feira, 21, no paço municipal. Na ocasião, ele também negou qualquer relação entre o atraso e a recente denúncia do Ministério Público (MP) sobre cartel de uniformes, em sete cidades do estado, entre 2005 e 2011, na qual Bertioga é citada. Segundo ele, a prefeitura investiu R$ 1,3 milhão em, aproximadamente, 63 mil itens entre camisetas, bermudas e calças que atenderão a mais de nove mil alunos matriculados na rede municipal de ensino. Na quarta-feira, 19, o Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia à Justiça contra 16 pessoas envolvidas em fraudes a licitação no setor de fornecimento de uniformes escolares entre os anos de 2005 e 2011. Foram denunciados nove integrantes da empresa 11A Uniformes; dois representantes da Excell 3000; um, da Ducontex; um, da SS Silveira e Silveira; um, da Nilcatex Têxtil; um funcionário público da prefeitura de Osasco; e dois doleiros, por atuações nas cidades de Ibitinga, Osasco, Paranaguá, Jaguariuna, Bertioga, Itapevi, Guarujá, Sumaré, Vinhedo, Itupeva e Registro. Segundo o MP, as empresas estabeleceram uma engenharia financeira para dissimular a origem ilícita dos valores destinados à corrupção. Esse dinheiro era levantado das contas correntes da empresa do grupo, guardado num cofre na sede da empresa SP Alimentação e Serviços e destinado sempre de forma clandestina aos funcionários públicos corruptos. O secretário Ivan de Carvalho negou ter conhecimento sobre o caso e desfez qualquer comparação entre o ocorrido entre 2005 e 2011 e a atual compra. “São dois processos completamente diferentes, e nós estamos certos de que fizemos uma boa compra, com boa qualidade e dentro dos valores de mercado, que nada tem a ver com o que possa ou não ter acontecido anteriormente na prefeitura”, afirmou. Em nota, a prefeitura de Bertioga informou desconhecer qualquer compra que possa ser considerada superfaturada, feita junto a empresa 11-A Uniformes e que a referida empresa participou de licitação, por meio da modalidade "Pregão Presencial" para registro de preços de kits de material escolar, e não uniformes.

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