Sabesp busca solucionar problemas de falta d’água no Hans Staden


Costa Norte
Publicado em 19/01/2013, às 05h11 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h13

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Por Eliana Cirqueira

Nesta sexta (18), Sabesp aumentou de um para seis a quantidade diária de caminhão pipa

Após 15 dias de problemas com falta d’água no condomínio Hans Stadens, nas Chácaras Itapanhaú, em Bertioga, a Sabesp começou a amenizar o problema no residencial. Nesta sexta-feira (18), moradores informaram que a água começou a chegar com baixa pressão no condomínio e a empresa aumentou de um para seis a quantidade de caminhão pipa por dia, enchendo as três caixas térreas de 10 mil litros, que atendem mais de 100 famílias que vivem no conjunto habitacional. A Sabesp informou, por meio de nota, que “equipes técnicas trabalharam no bairro por duas semanas, no monitoramento da pressão de água, em diferentes pontos de distribuição, na busca de vazamentos invisíveis, para identificar e regularizar ligações irregulares que desviem água da rede (uma vez que no bairro muitas residências estão em áreas onde a empresa é impossibilitada de prestar serviços por conta da legislação fundiária).” Ainda de acordo com a Sabesp, os trabalhos são para garantir a regularização do fornecimento de água, “como no caso do reparo já concluído no trecho da rede de distribuição localizada ao final da rua B, próximo ao referido condomínio”. Segundo a companhia, o fornecimento de água no local deve estar regularizado nos próximos dias.

Dificuldades Na quinta-feira (17), a equipe de reportagem do JCN (Jornal Costa Norte) esteve no condomínio e verificou que os moradores enfrentavam a dificuldade de não ter uma única gota de água nem na torneira da guarita de acesso aos blocos. E para abrandar o problema, a Sabesp estava enviando diariamente apenas um caminhão pipa, com seis mil litros de água, o que corresponde a 60 litros de água por apartamento. Em depoimento, moradores contaram a situação vivenciada nesses 15 dias. “Chego do trabalho cansada, tenho que ir ao bar aqui do vizinho, pedir para ele deixar eu encher baldes de água para levar para casa. Tenho dois filhos, ando uns 30 metros e subo quatro andares de escadas com baldes de água para fazer comida e tomar banho, porque a água do caminhão pipa não está resolvendo”, contou a moradora Josefa Abreu do Rosário. De acordo com os residentes, a água não durava nem 20 minutos em cada moradia. “Quando chega a água é um desespero, eu vou enchendo várias coisas, tanque, máquina, panela e deixo lá, de reserva. Também não estamos tomando água da torneira, porque ela sai amarela”, reclamou Michele Luise Gonçalvez, que disse sair correndo do trabalho no horário que sabe que o caminhão-pipa está no condomínio abastecendo a caixa.

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