Por Marina Aguiar
Uma medida de prevenção trouxe à Bertioga engenheiros e técnicos do DAEE (Departamento de Água e Energia Elétrica) para analisar o rio Itapanhaú e possíveis inundações em bairros próximos. A intenção do órgão junto à prefeitura e a Defesa Civil é elaborar um projeto para desassoreamento do rio, diminuindo os riscos de alagamentos para a população. Segundo Rui Sellmer, engenheiro do DAEE, o órgão recebeu informações de que há riscos de inundação nos bairros próximos ao rio e foram convidados para fazer essa análise. O secretário de Segurança e Cidadania de Bertioga, o coronel Eduardo Silveira Bello, explica que a visita sucede uma série de reclamações feitas pelas diretorias do município. O projeto prevê o desassoreamento do rio Itapanhaú, que está com cerca 1m e 15 cm de assoreamento e impede o tráfego de embarcações maiores em alguns trechos. “Até a Marinha do Brasil está com dificuldade em fazer patrulhamento com suas lanchas [que são maiores] aqui, pois não conseguem adentrar nos trechos do rio”, afirmou Bello.
Estudo Mas para que seja feita a dragagem é necessário que um estudo seja realizado utilizando barcos com réguas. O prazo para conclusão desse estudo é de cinco meses. Só após esse período, a prefeitura poderá contratar uma empresa para iniciar a dragagem. O estudo deve também ser cadastrado no Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos do Estado de SP). Ainda segundo o secretário, não há riscos de a população se movimentar. “Muito pelo contrário, conseguiremos com esse trabalho, evitar que as enchentes tomem conta dessas moradias mais periféricas da cidade”, disse o secretário.
Preventivo O diretor municipal da Defesa Civil, Plínio Aguiar, afirmou ainda que a intenção é realizar estudos preventivos. “Primeiro precisamos desenvolver um projeto e avaliar os impactos e benefícios do desassoreamento”. O secretário interino de Meio Ambiente do município, José Marcelo Marques, alerta que pode haver impactos ambientais, caso seja determinado um desassoreamento. “Pode sim haver danos no meio ambiente, mas o desassoreamento só será realizado após um estudo que avaliará os impactos. Caso não seja aprovado, nada será feito”, afirmou o secretário.
Caso o desassoreamento seja realizado, 10 milhões de m³ de lama e areia podem ser retirados de um trecho de 9 km.