Policial atirou e matou em legítima defesa, afirma delegado

Costa Norte
Publicado em 20/10/2012, às 07h09 - Atualizado em 23/08/2020, às 13h50

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Por Maria Paula

A pistola Taurus, 9mm, era usada pelo foragido

Uma troca de tiros entre o policial civil de Bertioga,Vanderlei Dias Nascimento, o Vando e, o foragido da Justiça, Lucimar Fonseca da Cunha, vulgo Fernando, de 40 anos, levou a morte do foragido, na noite desta quarta-feira (17), no Jardim Veleiros. De acordo com o delegado da cidade, Marcello Marinho Oliveira, o policial atirou em legítima defesa. Autoridade policial conta que o investigador estava no bairro para atender uma denúncia de tráfico de drogas e, ao suspeitar do indivíduo que caminhava pela rua Aprovada, pediu para que o mesmo parasse. Não obedecendo ao policial pela terceira vez, o indivíduo tentou se esconder atrás de uma árvore, onde sacou de uma pistola Taurus, calibre 9mm e começou a atirar. “Ele efetuou quatro tiros contra o nosso policial, acertando um na perna. Reagindo a essa agressão, o policial atirou também, se não me engano cinco disparos e, acertou, levando a morte desse rapaz”, afirmou o delegado.

Perícia O local do crime foi isolado para que a perícia fosse realizada e oito testemunhas foram levadas para a Delegacia, onde prestaram depoimento do ocorrido. “Feita à perícia, trouxemos para a Delegacia as testemunhas, entre elas, moradores daquele local, as quais contaram os fatos exatamente como estou relatando aqui nesse momento”, disse o delegado.

Testemunhas Oliveira informou ainda que por meio do depoimento das testemunhas ficou esclarecido que Lucimar era conhecido como Fernando, o que chamou a atenção da Polícia por não ser o nome que constava nos documentos do foragido. A Polícia então descobriu que o elemento andava com um RG falso com o nome de Antoniel e que o verdadeiro nome dele era Lucimar. Na ficha criminal de Lucimar constava ainda que ele era procurado por latrocínio, sendo que havia roubado uma joalheria, matado uma pessoa e estava foragido. “Ele [Lucimar] era tido, até aquele momento, como uma pessoa pacata, por isso, foi uma surpresa para todos, ele ter agido daquela forma”, explicou o delegado ao concluir que o foragido nunca chegou a cumprir pena.

Corregedoria Vale lembrar que toda ocorrência que envolve um policial civil, deve ser investigada pela Corregedoria Geral da Polícia Civil. “Eu já tomei as providências preliminares e tudo já foi encaminhado à Corregedoria, porque ela tem maior isenção sobre os fatos”, finalizou a autoridade. Na opinião do delegado, a troca de tiros que acabou ferindo o policial não teve nenhuma relação com a série de crimes que vem ocorrendo em Santos e Guarujá, envolvendo policiais.

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