Polícia obtém prisão temporária de suspeito de estupro


Costa Norte
Publicado em 11/05/2012, às 12h28 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h01

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Por Ana Cláudia Gomes

A Polícia Civil de Bertioga obteve a prisão temporária de um suspeito de ter praticado atos obscenos, considerados estupro, contra 3 meninas na cidade. A identidade do suspeito não foi revelada. De acordo com a delegada Edna Pacheco Fernandes Garcia, ele mora em Caraguatatuba e trabalha em Bertioga e não tem antecedentes criminais. O 1º caso chegou ao conhecimento da polícia no dia 30 de março, quando a o pai de uma menina de 11 anos prestou queixa. Segundo o B.O. (Boletim de Ocorrência), registrado como ato obsceno e assédio sexual, a menor vinha sendo abordada por um indivíduo de motocicleta, próximo à EE Willian Aureli, no Jardim Rio da Praia, onde ela estuda.

Por 4 vezes A menina contou que o suspeito a abordou por 4 vezes, sempre se mantendo sobre a motocicleta e com um capacete escuro. Ele perguntava o nome de uma rua, exibindo seu membro sexual. Na última abordagem, ele tirou o capacete e a menor conseguiu ver o seu rosto e ainda anotou a placa do veículo.

Outro caso O 2º caso aconteceu no dia 20 de abril e, de acordo com o B.O., registrado como estupro, 2 meninas, de 09 e 11 anos, estavam em uma praça próxima à EE Prof. Armando Belegarde, quando foram abordadas por um homem em uma motocicleta preta e de capacete escuro. As menores contaram que ele manteve a mão embaixo da camiseta, simulando estar armado, e as obrigaram a ir para próximo a uma árvore, na praça. No local, ele as obrigou a praticar sexo oral, ameaçando-as de morte caso contassem para alguém. Durante todo o tempo, o suspeito permaneceu com o capacete.

Reconhecimento Diante dos depoimentos e das placas da moto, os investigadores chegaram até o suspeito. “O conduzimos para reconhecimento na Delegacia e as meninas não tiveram dúvida em identificá-lo. Mesmo as menores que o viram com capacete não hesitaram em reconhecer os olhos e a voz”, contou a delegada, que ressaltou o trabalho rápido e sigiloso da equipe composta pelos investigadores Fernanda e Rubens, coordenados pelo investigador Rodrigão.

Silêncio O suspeito compareceu à Delegacia para reconhecimento acompanhado de um advogado e se reservou ao direito de não se manifestar. A Justiça concedeu prisão temporária por 30 dias. “Enquanto isso, o inquérito será finalizado”, explicou a delegada. Caso seja condenado, o suspeito pode pegar de 2 a 15 anos de prisão.



Denúncias Caso alguém souber de caso com as mesmas características, denuncie pelo telefone (13) 3317-1411.

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