Polícia desmantela quadrilha responsável por ataques a agências bancárias


Costa Norte
Publicado em 01/08/2014, às 18h01 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h33

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Por Marina Aguiar e Mayumi Kitamura

Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), foi acionado para detonar duas bombas que seriam utilizadas para explodir os caixas da agência

O alerta de ataque criminoso a duas agências bancárias do Centro de Bertioga, na madrugada de quinta-feira, 31, deu início a uma ação integrada das polícias que, até o fechamento desta edição, continuava em andamento. A operação resultou na morte de dois suspeitos, que entraram em confronto com a polícia, e na prisão de outros dois indivíduos. Objetos utilizados pela quadrilha, incluindo um revólver com adaptador de mira a laser, coletes a prova de balas e uma quantia superior a R$ 42 mil, foram apreendidos. Os dois suspeitos mortos em confronto com o Comando de Operações Especiais (COE) tinham feito, anteriormente, uma família refém em uma casa, no Monte Cabrão, área Continental de Santos, durante a tentativa de fuga. Um deles, identificado como Fabrício Ribeiro Ishisaka, de 28 anos, era conhecido pela alcunha de China e tinha suspeita de ligação com outro roubo a banco, cometido na cidade de São José dos Campos. O segundo suspeito morto no confronto com a polícia não teve seu nome identificado até o fechamento desta edição. A operação conjunta seguiu durante o dia seguinte com o intuito de prender os demais integrantes da quadrilha. Os dois primeiros suspeitos capturados no bairro Prainha, em Guarujá, foram identificados como Matheus Meireles, de 19 anos, e Washington Valmir Dias, de 27. “Ambos estavam com jaquetas idênticas às que aparecem nas filmagens, os tênis também; foi apreendida uma nota de R$ 50, que estava rasgada, idêntica às encontradas no matagal pela Polícia Rodoviária; e ainda um suporte para introduzir explosivo gel que era afixado ao caixa eletrônico”, revelou o delegado José Aparecido Cardia. Ele contou também que, apesar da negação de um dos acusados, sua blusa estava impregnada de pó, a mesma substância química contida na fumaça dispersada no banco Santander, como medida de segurança, no momento do ataque aos caixas. Os dois suspeitos foram presos em flagrante, como medida cautelar, devido os indícios de ligação com o caso e suspeita de participação em outros crimes semelhantes.

Plano de Ação

Operação encurralou bandidos

Esta foi a primeira vez que as polícias agiram segundo um plano de ação elaborado para ataques a bancos na região, com características específicas, como a fuga por barcos. A medida possibilitou que as equipes estivessem à frente das atitudes tomadas pelos assaltantes, aumentando a chances de captura. A madrugada violenta teve como alvos as agências localizadas na avenida Anchieta, cuja atuação foi orquestrada por volta das cinco horas de quinta-feira, 31 de julho, quando aproximadamente 12 homens fortemente armados explodiram os caixas do banco Santander e tentaram fazer o mesmo com o banco Itaú. A Polícia Militar foi acionada pelo serviço de atendimento 190, por meio da central de monitoramento do banco Itaú, e chegou ao local a tempo de impedir o roubo dos caixas eletrônicos da agência. Houve troca de tiros entre PMs e bandidos e ninguém saiu ferido. A ação contra os bancos aconteceu simultaneamente, mas nada do banco Itaú foi roubado. Inclusive, na manhã de quinta, uma equipe do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foi acionada para detonar duas bombas que seriam utilizadas para explodir os caixas da agência. Os dois carros utilizados pelos bandidos, um Vectra e um Peugeot, foram abandonados no local. A fuga foi realizada pelo canal de Bertioga com a ajuda de dois barcos. Enquanto isso, policiais de diversos batalhões posicionaram-se nos possíveis pontos de evasão dos meliantes. Eles foram interceptados pelo major comandante da PM Rogério Silva Pedro na ponte próxima ao bairro Monte Cabrão, área continental de Santos. De lá, recuaram. Viram que estavam cercados e acabaram fugindo pelo mangue. O plano de ação do major transformou-se em uma das maiores operações da polícia na Baixada Santista e, durante a manhã de quinta-feira, dois helicópteros Águia, policiais militares, Força Tática e Comando de Operações Especiais (COE) fizeram escolta no bairro Monte Cabrão. Os policiais vasculharam toda a área, tanto de mangue quanto de mata. Alguns barracos do bairro também foram averiguados a partir de denúncias. “Nós estamos fazendo uma operação para mostrar que eles não devem cometer esse tipo de crime na nossa região”, explicou o major Rogério.Devido às semelhanças com outros roubos a bancos praticados anteriormente na cidade, a Polícia Civil não descarta a hipótese de ligação da quadrilha com tais crimes, por isso, esta possibilidade será investigada.

Os corpos foram encaminhados ao IML de Guarujá. A operação prosseguiu durante a sexta-feira no intuito de localizar e prender os demais responsáveis.



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