O estudo epidemiológico se baseia na aplicação de testes rápidos por amostragem em 10 mil pessoas
Uma pesquisa vai rastrear o novo coronavírus e avaliar seu nível de circulação em nove municípios da Baixada Santista, no litoral do Estado de São Paulo. O plano é usar os dados para reduzir gradualmente o isolamento social e retomar as atividades econômicas com base científica. O estudo epidemiológico se baseia na aplicação de testes rápidos por amostragem em 10 mil pessoas - um teste a cada 180 moradores, já que a região tem população de 1,8 milhão de habitantes.
A realização da pesquisa foi aprovada no último sábado, dia 18, pelos nove prefeitos do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb), em reunião virtual. O conselho bancará o custo do estudo. As nove prefeituras cederão estrutura e pessoal de apoio para a aplicação dos testes.
O trabalho dos pesquisadores e de universidades da região, que analisarão o resultado dos testes, será coordenado pela Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem) e pelo órgão regional da Secretaria da Saúde do Estado.
A pesquisa será feita por amostragem, por bairros ou aglomerados, com o uso de softwares já disponíveis para estudos epidemiológicos. O trabalho será realizado em quatro etapas de 15 dias cada uma. Cada etapa vai abranger 2,5 mil pessoas - a primeira será concluída até 10 de maio. Até esta segunda-feira, 20, a Baixada Santista tinha 46 mortes confirmadas e outras 25 em investigação pelo novo coronavírus. A região tem 694 casos positivos e 270 pacientes em hospitais.
Texto escrito por: José Maria Tomazela
"A pergunta que eu faço é: Por que é que não fizeram isso antes?", comentário feito por Ênio Xavier.