
Por Antonio Pereira
Eunice Lobato e Pérsio Dias participaram do programa Café da Manhã, de segunda-feira, 12A Câmara de Bertioga realizará audiência pública na próxima quinta-feira, 22, para discutir a aprovação ou veto do Projeto de Lei 51/2013, de autoria do prefeito Mauro Orlandini, que prevê pensão mensal vitalícia no valor de dois salários mínimos no piso do Quadro de Carreira do Funcionalismo Municipal, o que hoje representa R$ 1.831,78, àqueles que lutaram pela emancipação político-administrativa da cidade. Ao todo, o benefício, irretroativo e intransferível, contemplaria sete munícipes, constantes nas atas do movimento pró-emancipação. Os emancipadores Pérsio Dias Pinto e Eunice Lobato, convidados do programa Café da Manhã, da TV Costa Norte, Canal 48UHF, exibido na segunda-feira, 12, disseram ser favoráveis à gratificação e parabenizaram o prefeito pelo projeto de lei. Na ocasião, Dias Pinto disse: “Nós lutamos com todas as nossas forças contra várias adversidades nas nossas casas e nos nossos comércios e, graças a isso, hoje nossa casa não é mais o quintal de Santos”. Do grupo inicial também se incluem: Jerônimo de Souza Lobato; Antônio Gentílio Puritta; Isabel do Nascimento Leite; Victor Batista Pinto; e Rubens Puccetti. Por outro lado, Eunice, que tem marcado presença nas últimas sessões da Câmara, e conferido de perto as tramitações, ressaltou que em nenhum momento cobrou a criação do projeto, seja do prefeito ou dos vereadores, mas que sempre foi contrária à discussão pública. Ela disse: “Quando eu soube que iriam jogar para uma audiência pública, eu já esperava que meia dúzia de babacas que não sabem onde têm a língua e nem o nariz fossem sair falando bobagem, mas eu digo e repito. Eu mereço respeito porque nós fizemos muito pela nossa cidade. Se hoje temos prefeitos, vereadores e secretários foi pela nossa luta”. Segundo o presidente da Câmara, o vereador Luís Henrique Capellini (PROS), a intenção em levar a discussão à população decorre justamente da responsabilidade que o assunto pede. Para ele, “a matéria é de autoria do prefeito e, até mesmo pelo teor polêmico, nós entendemos que seria mais justo discutirmos com toda a comunidade”. Já o prefeito Mauro Orlandini afirmou que a emancipação de Bertioga foi um importante movimento, que abriu as portas para o desenvolvimento da cidade e, por isso, o município deve reconhecimento às pessoas que lutaram pela causa. “É o reconhecimento pelo empenho e dedicação dos emancipacionistas, que abriram mão da vida pessoal e profissional para levantar a bandeira da emancipação, dispondo de seus recursos próprios em todo o processo”. Ele também ressaltou que o projeto foi encaminhado à Câmara para ser aperfeiçoado e discutido com a comunidade em um espaço aberto e democrático.
Opiniões distintas Para o zelador Dirceu de Souza, a pensão é vista com bons olhos e poderia ser maior. “Eles tiveram uma importante participação na história da cidade e, em minha opinião, esse valor meramente figurativo, deveria ser bem maior porque, se hoje temos um município, é graças a eles”. Já para a contadora Adriana Dias Houschildt, tal benefício não é visto com bons olhos. “Assim como eles participaram (do movimento), outras pessoas também participaram e, na época, isso foi um trabalho voluntário. Acho que a população tem que ir à Câmara e protestar contra esse absurdo”. Outro contrário ao PL 51/2013 é o comerciante Nickson Espíndola. Ele acredita que tal medida é um desrespeito a todos os empreendedores da cidade: “Se as pessoas responsáveis pelo Legislativo tivessem estudado um mínimo de economia básica entenderiam a máxima do economista Milton Friedman, de que não existe almoço grátis, ou seja, se quiserem homenagear, que tirem dos próprios bolsos”.