
Por Marina Aguiar
Acusado Adilson Lima de Souza falou com a reportagem do JCNUm motivo banal foi a causa da morte de um operário da Construção Civil no bairro de Boracéia, em Bertioga, no último domingo (17). Depois de brigar pela liderança da casa onde estava instalado, um pedreiro foi executado a pedradas por seu colega de trabalho e ainda teve parte de seu sangue ingerido pelo assassino. Questionado sobre a atitude “macabra”, o acusado afirmou ter realizado o ato “com muito gosto”.
Segundo a polícia, eram por volta das 18h30, em um imóvel no Condomínio Morada da Praia, quando Adilson Lima de Souza, de 24 anos, e Everton Aparecido da Silva Lima, 29, discutiam, sob o efeito de bebidas alcoólicas.
Em seguida, Everton adormeceu e logo foi atingido por três golpes de pedra, desferidos por Adilson, segundo testemunhas. A vítima não resistiu aos ferimentos. Ainda não satisfeito, o acusado ainda bebeu parte do sangue de Everton.
Ocultado
Delegado Cardia contou a dinâmica do crimeO delegado de Bertioga, que registrou a ocorrência, José Aparecido Cardia, informou que durante uma ronda recebeu a denúncia do homicídio e a informação de que o corpo estava sendo ocultado. “Chegamos na rua 42, do condomínio Morada do Sol, onde residiam alguns operários. Dois tentavam fugir, mas com o auxílio dos seguranças do condomínio, conseguimos detê-los” explicou o delegado.
Confissão
Adilson confessou o crime rapidamente, alegando estar se defendendo, já que durante a discussão, Everton teria o jogado no chão e pisado em sua cabeça para matá-lo. “Um colega tirou ele de cima de mim, então peguei uma faca e meti no pescoço dele, mas não pra matar, fiz só um furinho. Quando ele dormiu, já era, meti o bloco na cabeça dele. Acho que umas três vezes”, confessou o assassino, já detido na Delegacia da cidade.
Após cometer o crime, Adilson ainda declarou que bebeu um pouco do sangue da vítima. “Não sei por que fiz isso, mas sei que fiz com muito gosto também. Sangue no raciocínio”, disse o autor do crime à reportagem do JCN (Jornal Costa Norte). A última frase dita pelo acusado lembra, inclusive, trecho da música ‘Versos Sangrentos’, do grupo de rap, Facção Central: “...Quem viu a mãe pedindo esmola tem sangue no raciocínio...”.
No mangue
Ainda de acordo com o delegado responsável pelo caso, o corpo da vítima foi arrastado até o interior do mangue, próximo ao local do crime.
O acusado vai responder por homicídio qualificado e pode levar de seis a 20 anos de prisão.