Pais de alunos pedem reforma da Emeif Caiubura


Costa Norte
Publicado em 11/07/2014, às 14h22 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h32

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Por Marina Aguiar

Mães de alunos reclamam da distância de novas escolas

Desde o início do ano, as crianças que estudavam na Emeif Caiubura têm que se deslocar até escolas municipais no centro de Bertioga. A Emeif foi interditada em janeiro em decorrência de uma série de problemas, como falta de infraestrutura e uma infestação de morcegos. Desde 2011, a direção da escola pede à Secretaria de Educação que reforme a escola. Com o remanejamento dos alunos, surgiram novos problemas. Desta vez, os pais de alunos reclamam do novo trajeto. “Eles têm que acordar muito cedo para pegar ônibus. Isso prejudica até o estudo deles”, disse o serralheiro Marcos da Silva Santos, pai de três alunos. Vivian Camargo é presidente do Conselho da Emeif e também tem três filhos no local. “A escola era aconchegante, pequena, os pais tinham retorno rápido de tudo”, afirmou. A dona de casa Isabel Rodrigues Fernandes lamentou a demora pelo início da reforma. “Estamos há seis meses com a escolinha parada, as faxineiras aparecem uma vez na semana para mantê-la limpa, mas a reforma nunca começa”. Já Estela Pereira Lima reclama da falta de benefícios no bairro. “Nós não temos um posto de saúde ou policial, a única coisa que tínhamos era a escolinha e tiraram”, criticou. A interdição do local foi uma das primeiras ações do secretário de Educação Ivan de Carvalho, ao assumir a pasta. “Havia um laudo dos bombeiros avisando sobre os perigos trazidos pelo possível contato com morcegos. A água que as crianças usavam não era filtrada e sim de bica. Além disso, o local já sofreu várias enchentes”, argumentou o secretário, em entrevista em janeiro deste ano. Mas estes não foram os únicos problemas apontados pelo secretário, em janeiro; segundo ele, desde o início das aulas de 2013, as crianças estudavam em salas multiseriadas. A baixa demanda de alunos fez com que a escola reunisse duas séries em uma única sala, como é o caso do 1º e 2º ano e do 4º e 5º ano. “‘Ou não tem alunos suficientes ou não tem espaço suficiente para abrir uma classe para cada ano”, explicou Ivan. A baixa demanda também é um dos motivos para a interdição. Dos 80 alunos da escola, apenas 15 moram no Caiubura; os outros 65 eram transportados de outros bairros, como Sítio São João. Para atender a pequena demanda, o secretário tem realizado estudos para demolir a estrutura e iniciar outro prédio. Desta vez, o secretário informou que haverá uma reunião na próxima segunda-feira, 14, com os pais de alunos da unidade escolar para saber qual a real demanda do bairro. “Preciso saber se é preferível instalar uma creche ou uma Emeif, isso depende de um levantamento da idade das crianças”, declarou Ivan. O secretário ainda afirmou que, se os moradores optarem por uma reforma simples, será feito. Mas o desejo da pasta é que seja construída uma nova escola.

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