Apresentador do Jornal da Praia condenou o crime cometido pelo anestesista Giovani Quintela Bezerra

O caso envolvendo um médico anestesista de São João de Meriti, município da Baixada Fluminense, que abusou de uma paciente grávida durante um parto, realizado por meio de uma cirurgia cesariana, se tornou pauta do Jornal da Praia desta terça-feira (12). Na ocasião, o apresentador Roberto Zaidan condenou o ato realizado por Giovanni Quintela Bezerra, o chamando de “monstro”.
“Existe um vídeo, o processo é cabal. Espero que a burocracia da Justiça não impeça que esse monstro seja punido o mais rápido possível. Desejo que ele apodreça na cadeia”, comentou o âncora do Jornal da Praia. Beto ainda destaca que o crime cometido por Giovanni não possui fiança, por se tratar de uma violação hedionda, segundo o artigo 213 do Código Penal.
O apresentador também parabeniza a ação das enfermeiras que, após desconfiarem das intenções do anestesista, esconderam um celular durante uma cirurgia cesariana e filmaram todo o abuso sexual cometido por Giovanni. Esta gravação serviu como material base para a prisão em flagrante do estuprador.
Após parabenizar os profissionais da saúde por conta dos 49 anos da fundação do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) do Distrito Federal, Roberto chamou a atenção para o processo burocrático que torna a punição de criminosos um processo lento e em algumas ocasiões nulo: “Se não fosse pelo ato dessas profissionais da saúde [de filmar a violência sexual] esse monstro poderia estar livre até hoje fazendo novas vítimas. Inclusive vítimas anteriores estão aparecendo após a prisão desse criminoso”.
Giovanni era réu em outro processo judicial
Giovanni Quintela já era réu em um outro processo judicial aberto em julho de 2018 por uma mulher que ficou em coma por 23 dias e chegou a perder o dedão do pé-direito.
A vítima afirma que houve um erro no diagnóstico cometido pelo anestesista. O atendimento ocorreu no Hospital Mario Lioni, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
A mulher chegou ao complexo hospitalar apresentando delírios, calafrios e dificuldade na respiração. O primeiro diagnóstico foi de infecção urinária. Ela foi liberada, mas o quadro não melhorou e a paciente retornou ao hospital.
Giovanni reafirmou o diagnóstico inicial e disse que a paciente estaria com ansiedade e que seu estado físico estava bem.
Depois da saúde da mulher se agravar dia após dia, ela se dirigiu à um outro hospital que identificou o problema da paciente como uma pneumonia severa, com apenas 25% dos pulmões em funcionamento. Posteriormente foi confirmado que a paciente era portadora do vírus H1N1.