Muito além do Costa Norte Escola

Costa Norte
Publicado em 12/09/2018, às 13h48 - Atualizado em 23/08/2020, às 14h07

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Por Antonio Pereira

Entre os temas preferidos dos alunos, um dos principais é a segurança

Manhã de segunda-feira (16) e o Jornal Costa Norte (JCN) é entregue nas diretorias das 15 escolas de ensino fundamental, que compõem a rede municipal de Bertioga. O destino principal do impresso será sob os olhares atentos dos estudantes. Segundo a diretora Ana Maria dos Santos, da Emeif Dino Bueno, os exemplares ficam disponíveis, inicialmente, para os professores que queiram trabalhá-los em aula com os alunos. Depois, ficam à disposição, durante a semana, de funcionários e pais de alunos, na secretaria da escola. Para trabalhos em aula, os professores das variadas séries optam por temas, desde a produção do papel machê, com jornais mais antigos, elaborado por alunos de séries iniciais, até para estimular a criatividade com leituras em grupo, como faz a professora Sônia Regina de Toledo Patrício, do 5º ano, da Emeif Vista Linda. “Sempre exploramos os temas ligados à comunidade porque estão mais próximos dos alunos, mas não nos prendemos apenas ao Costa Norte Escola (CNE)”, explicou ela, que trabalha o jornal, geralmente às quartas-feiras, pelo menos uma vez por bimestre. Outra professora da mesma escola que também utiliza o jornal em suas aulas é Isabel Cristina de Castro Lemos, do 5° ano. Ela utiliza a linguagem jornalística em aula há seis anos, e trabalha o conteúdo do JCN, desde 2009. “Gosto muito de trabalhar a estrutura. Como se forma uma editoria, a escolha dos temas das notícias, enfim, o jornal é muito bom para trabalharmos a liberdade criativa”, apontou. Isabel não tem uma periodicidade para trabalhar conteúdo jornalístico, mas afirma que a resposta dos alunos é sempre positiva nos trabalhos de leitura e escrita. Algumas das reivindicações de professores e diretores entrevistados são: o aumento no número de exemplares destinados às escolas, atualmente 15 por unidade; um vocabulário mais leve em textos ligados à comunidade escolar; e um espaço maior para ilustrações e brincadeiras. Os professores, em geral, também preferem abordar temas ligados à comunidade e meio ambiente em vez de política e polícia.

Entre os alunos Apesar da preferência dos professores, entre os alunos que conversaram com a reportagem do JCN, a editoria favorita é a segurança e, uma das menos populares, é a de meio ambiente. “Gosto de ler sobre segurança porque informa sobre o que está acontecendo; ajuda a gente a se precaver”, contou a aluna Júlia Guesso Leão, 10 anos. Outro que também é adepto deste tema é Gabriel Pereira dos Santos, da mesma idade. “É sempre bom saber com o que temos de ter cuidado.” Sobre a preferência entre texto e imagem, os alunos, que geralmente fazem uma leitura baseada em elementos como títulos e fotos-legendas, preferem textos e, geralmente, optam por escrever, em vez de ler ou desenhar, caso de Rhaimy dos Santos, 10 anos. “Costumo ler somente as manchetes.” Classificada com a 2ª colocação em um concurso do Costa Norte Escola (CNE) sobre o tema da dengue, a aluna Maisa Caroline Machado Silva, 11 anos, prefere ler a editoria de comunidade porque, assim como as professoras dizem, é algo que está mais próximo do dia a dia.

Apoio: Sobloco Construtora

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