
Por Mayumi Kitamura
A liberação das trilhas situadas na área do Parque Estadual Restinga Bertioga (Perb) representa um alento para a longa espera daqueles que pretendem desfrutar das belezas naturais da cidade ao máximo. Na sexta-feira, 6, após mais uma “espera”, esta devido ao atraso de três horas e meia do horário marcado -, foi assinado o termo de convênio entre a prefeitura e a Fundação Florestal, órgão do governo do estado responsável pela administração do local. A assinatura integra as comemorações pela Semana do Meio Ambiente, porém, não é o último passo para a efetiva utilização das trilhas, que ainda passará por um plano de contingência e verificação de pontos. Conforme adiantou o gerente regional do litoral norte e Baixada Santista da Fundação Florestal Carlos Zacchi Neto, as trilhas só passarão a ser utilizadas após a conclusão do plano de contingência, elaborado por equipes da prefeitura e da Fundação Florestal. Este documento conterá a análise de risco e a capacidade das trilhas que compõem o convênio de liberação. “O plano de contingência não é um documento muito complexo, mas ele demanda algum estudo e as equipes estão a todo vapor para entregá-lo o mais rápido possível”, afirmou. O acordo assinado é baseado no Plano Emergencial de Uso Público, que estabeleceu todos os parâmetros para a utilização sustentável de cinco trilhas: trilha de Itaguaré, com 1.140 metros de extensão e tempo médio de percurso de uma hora (ida e volta); trilha de Itaguaré 2, com 220 metros de extensão e 15 minutos de percurso; captação de água do Guaratuba, com 4.140 metros de extensão e percurso de seis horas; trilha D´água Sesc, com 2.700 metros; e Bracaiá, com 3 mil metros e percurso de cinco horas. A responsabilidade pelo planejamento, fiscalização e gestão das trilhas será compartilhada entre a prefeitura e a Fundação Florestal. O prefeito Mauro Orlandini comemorou este importante passo para o turismo da cidade. “Eu acho que a somatória destes esforços vai fazer com que nosso parque seja um modelo, quem sabe, até para o Brasil”. Segundo o secretário de Turismo, Esporte e Cultura José Luiz Zuppani, este é um passo muito importante para começar a trabalhar a estrutura das trilhas e programações, contudo, não é possível “precisar uma data, porque depende de alguns passos de trâmites burocráticos e físicos nas trilhas”. Ainda assim, ele acredita, “de uma forma otimista”, que, no segundo semestre, já deva ser possível utilizar as cinco trilhas.