Força-tarefa retira desocupados da orla


Costa Norte
Publicado em 29/12/2012, às 05h02 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h12

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Por Ana Cláudia Gomes [email protected]

De acordo com a Polícia, dormir nos jardins públicos não é permitido

Quem circulou pela orla da praia de Bertioga logo após o feriado de Natal se assustou com o grande número de turistas de um dia e desocupados que utilizavam o jardim, de forma irregular. A reportagem do JCN (Jornal Costa Norte) esteve no local na manhã de quarta-feira (26) e constatou a ação da GCM (Guarda Civil Municipal) para coibir os abusos. Na quinta-feira (27) a reportagem esteve novamente no local e pode constatar que a ação surtiu efeito. O delegado de Bertioga, José Aparecido Cardia, informa que entregar-se ao ócio, isto é, ficar sem fazer nada por um longo período, é uma contravenção penal prevista em lei. “É a dita vadiagem. Além disso, ocupar espaço público sem a devida autorização é crime passível de ser apurado pelos órgãos competentes”, completou. Cardia refere-se à ocupação dos jardins públicos e até dos quiosques para dormir e preparar alimentos, uma vez que muitos turistas de um dia chegam a fazer churrasco em local público. “Uma pessoa que arromba uma porta de uma unidade administrativa para dormir e diz que isso é normal, não é”, reforçou o delegado.

Força-tarefa Segundo o comandante da GCM, Giovani Amaral, a diminuição do número de desocupados na orla da praia, nesta quarta-feira (27) foi resultado de uma força-tarefa realizada pela Guarda, em parceria com as polícias Militar e Civil e que contou com o apoio da Secretaria de Ação Social de Bertioga. “Pedimos para as pessoas saírem e explicamos que não é permitido. Muitas não sabem que não é permitido dormir no jardim da praia”. Ele ainda lembra que a desobediência configura desacato. “Nesses casos, encaminhamos para a Delegacia de Polícia”.

Ciclo “A força-tarefa deve ser um movimento constante e temos agido para quebrar esse ciclo”, afirmou o comandante da 3ª Cia do 21º BPM/I (Batalhão da Polícia Militar do Interior), capitão PM, Renato Fincatti. A população pode colaborar para evitar a ação de desocupados: “Não alimentando e nem fazendo doações para essas pessoas. Isso pode criar uma situação que favorece o ímpeto de vir para a cidade e ficar, trazendo transtorno no sentido da desorganização social”.

Parceria A força-tarefa é realizada periodicamente pela GCM, que conta com apoio da PM nas abordagens e da Polícia Civil na identificação de possíveis contraventores. A Secretaria de Ação Social colabora encaminhando as pessoas abordadas para o Albergue Municipal, onde recebem alimentação e atendimento médico. Também é feita a busca pela família e, se for o caso, o recolhido é recambiado para sua cidade de origem.

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