Equoterapia promove benefícios para pessoas com deficiência


Costa Norte
Publicado em 25/07/2014, às 12h46 - Atualizado em 23/08/2020, às 14h21

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Tratamento utiliza o cavalo como elemento terapêutico

O uso de cavalos para o tratamento de mobilidade reduzida e atraso no desenvolvimento vem sendo um remédio natural na evolução de jovens e crianças com deficiência motora e intelectual em Bertioga, por meio da atividade de equoterapia. Costelinha, Alasão e Holliwood são alguns dos cavalos que fazem parte do Centro de Equoterapia da prefeitura, que atende atualmente 83 praticantes, no paço municipal. No local, são desenvolvidas atividades indicadas para o tratamento de diversas patologias e comprometimentos motores e cognitivos. São crianças com doenças como paralisia cerebral, síndromes de Down, de Ohdo e de Asperger, e autismo.

O atendimento é gratuito, e os assistidos são acompanhados por uma equipe formada por fisioterapeuta, psicólogo, professores de equitação, veterinário e auxiliares condutores e laterais. Antes do tratamento, a criança passa por avaliações da equipe multidisciplinar, que definirá o tratamento correto para cada usuário do serviço. Patrícia Mendes Novo Gomes, mãe de uma das crianças participantes, disse: “Meu filho faz fisioterapia há dois anos. Nesse período, o desenvolvimento motor dele melhorou muito, com mais equilíbrio, mais coordenação na fala, enfim tudo melhorou. O processo de recuperação com o uso de cavalos é muito eficiente comparado a outros métodos”. As palavras de Patrícia são reforçadas pela fisioterapeuta Vanessa Pimentel, especialista na área de neuropediatria. Segundo ela, o tratamento com cavalo é fundamental para a aceleração dos resultados com esse tipo de paciente. A marcha do cavalo, explica Vanessa, simula o caminhar do ser humano, com movimentos tridimensionais, para cima, para baixo e para os lados. “A criança precisa se esforçar para se equilibrar e isso proporciona melhor controle de tronco e cabeça e maior desenvolvimento motor. Cerca de 80% do andar do cavalo, correspondem ao andar humano”. Ela lembra que, além disso, o contato com o animal estimula a atenção, a socialização e a autoestima da criança. Para a professora de equitação Ana Paula Varela, o desenvolvimento das crianças com o tratamento é gratificante. “A finalidade do nosso trabalho é reabilitar e educar os assistidos. O contato com o cavalo possibilita ganhos psicológicos, aumentando a autoestima e a autoconfiança, porque o animal torna-se um amigo daquela criança, que, por sua vez, torna-se mais sociável construindo uma relação de confiança entre ela e o animal”. Um dos benefícios do tratamento, apontado pelo psicólogo Fabrício Demigliano, é o uso do cavalo como elemento terapêutico, de forma que a criança seja sempre mais independente do que ela possa ser. “O intuito do tratamento é aumentar a autoconfiança, a autoestima e as habilidades sociais e, para isso, o cavalo funciona de forma excelente”. Ele explica que, na equoterapia, é possível retirar a criança do ambiente clínico formal e atender no centro, de forma lúdica e terapêutica, que envolve o ser humano por completo e, com isso, paciente e cavalo participam ativos dos exercícios. O Centro de Equoterapia atende, semanalmente, de segunda a sexta-feira, no paço municipal, na rua Luiz Pereira de Campos, 907, Centro (antiga Vila Itapanhaú). Telefone: 3319 8041.

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