Crianças com deficiência surfam nas praias


Costa Norte
Publicado em 04/10/2013, às 11h26 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h22

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Com a ajuda de monitores, crianças e jovens se deliciaram no surfe

As ondas fortes e a água fria do mar na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, não desanimaram as crianças e jovens assistidos pela ONG Atitude Paradesportiva, que estiveram sábado (28) participando do Projeto Surf Sem Limites, da Escola Sirena de Surf. A ação contou com apoio da Diretoria de Acessibilidade e Inclusão (DAI), de Bertioga. As crianças, entre 6 e 16 anos, com alguns tipos de deficiência, utilizaram pranchas de surfe com ajuda dos monitores da Sirena. Muitas ainda puderam tomar um banho de mar com as cadeiras anfíbias do programa Praia Acessível, do governo do estado. O objetivo da ação foi mostrar que pessoas com deficiência podem praticar qualquer modalidade esportiva. Um dos mais entusiasmados era Bruno Gabriel de Lima Silva, de 6 anos. Depois de se paramentar com sua roupa de surfista, ele enfrentou o mar. “Não é difícil, é muito bom”, comentou. Ele frequenta a ONG desde os 3 anos e, segundo a mãe Fabiana Teixeira de Lima, foi muito bom para seu desenvolvimento. “Ele ainda faz natação e tênis para cadeirante e interage com outras crianças com deficiência.” A presidente da ONG, Adriana Dutra, explicou que a entidade existe há três anos e, além das atividades de esporte, realiza eventos e passeios. “O esporte é fundamental para qualquer pessoa, mas para pessoa com deficiência dá mais independência, melhora a saúde e a agilidade no toque da cadeira de rodas”. Quem quiser conhecer mais a ONG pode acessar o site atitudeparadesportiva.org.

Incentivadores O Surf Sem Limites contou com a participação do palestrante motivacional Marcos Rossi, que nasceu sem os membros inferiores e superiores. “Pratico surfe, nado e mergulho em alto-mar, o que seria impossível para alguém nas minhas condições”, afirmou Rossi. Para ele, tendo amigos, vontade e recursos, tudo é possível. Sobre Bertioga, ele afirmou: “Aqui é um paraíso, tem o Praia Acessível, consigo andar de cadeira na praia, é tudo de bom.” Outro participante foi Fernando Fernandes, tetracampeão mundial de paracanoagem. “É muito bom estar com essa criançada, eles me passam uma energia muito boa”, disse o paratleta, que iniciou no surfe com um caiaque adaptado. “Remei na pororoca, é difícil e perigoso, mas o grande barato de praticar diferentes modalidades é mostrar as possibilidades para as pessoas. Não existe limite e cada um tem sua intensidade.”

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