Consumo responsável de pescado será divulgado na Festa do Camarão na Moranga


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Publicado em 02/08/2013, às 13h19 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h20

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Cartilha classifica mais de 120 tipos de peixes, que correm risco de extinção e devem ser evitados

O consumidor deve ser criterioso ao comprar peixes e frutos do mar, já que há muitas espécies em risco de extinção, além de outras em situação preocupante. Por conta disso, pesquisadores do Centro Universitário Monte Serrat - Unimonte/Anima Educação, de Santos, criaram, há tempos, o Guia de Consumo Responsável de Pescados. Este ano, a publicação será divulgada durante a Festa do Camarão na Moranga, de Bertioga. A iniciativa da divulgação partiu do Conselho Municipal de Desenvolvimento da Pesca, Aquicultura, Piscicultura e Agrícola do município, que entende a necessidade de um trabalho de educação ambiental e a importância de conscientizar pescadores e a população sobre o assunto. O trabalho será desenvolvido em parceria com o Projeto Biopesca e Secretaria de Meio Ambiente de Bertioga. Conforme explica Gilberto Alves de Godoy, presidente do Conselho, a divulgação do guia integrará a Campanha Pesca Legal, que a entidade lançará na abertura da Festa do Camarão na Moranga, dia 9 de agosto. Godoy ressalta que a campanha visa alertar a comunidade pesqueira sobre a legislação e conscientização referente à pesca predatória e alertar sobre os períodos de defeso, como o da sardinha e do camarão. “Se não tiver quem compre, não vai ter quem venda”.

Tipos A cartilha, confeccionada pela Unimonte, classifica mais de 120 tipos de peixes e frutos do mar, que correm risco de extinção e devem, portanto, ser evitados na hora da compra. O guia aponta uma lista dos tipos mais comumente consumidos, classificando-os em quatro categorias: Bom apetite (dourado, garoupa, robalo, pampo, sororoca e camarão-rosa, entre outros); Coma com moderação (pescada, anchova, tainha, sardinha, lagosta e mexilhão); Evite (atum, badejo e cação) e Não, obrigado (proibidos para o consumo como mero, cação-anjo e raia viola).

Pesquisas De acordo com a bióloga Carolina Pacheco Bertozzi, coordenadora do Projeto Biopesca, a cartilha foi elaborada com base em pesquisas com pescadores e dados do Ibama, WWF ( ONG dedicada à conservação da natureza), Greenpeace e, também, seguindo orientação de especialistas nas áreas de recursos pesqueiros e oceanografia. Ainda segundo a pesquisadora, a mudança de comportamento do consumidor estimulará a substituição de espécies exploradas. “Esse guia é revisado periodicamente, tendo em vista que as populações de peixes e a atividade pesqueira estão em constante alteração”, diz Carolina, lembrando que as informações que constam na cartilha devem ser entendidas como sugestão e orientação para um consumo mais consciente e responsável.

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