
Por Mayumi Kitamura
As habitações populares têm proporcionado, cada vez mais, a realização do sonho da casa própria. O programa habitacional Minha Casa Minha Vida, do governo federal, é um dos meios pelos quais a população, com renda familiar de até R$ 5.000 por mês, pode adquirir sua primeira residência própria de maneira facilitada. Em Bertioga, cidade em que o déficit habitacional é de cerca de 3 mil moradias, os condomínios populares, construídos pela iniciativa privada, em parceria com os programa governamentais, tornam-se uma das alternativas para reduzir este índice. A construtora Bertioga Hills investe neste tipo de projeto há mais de uma década. Depois de concretizar o Bertioga Hills I, no bairro Chácaras (antigo Citymar), a empresa prepara-se para lançar o seu segundo empreendimento, no Vista Linda, e a planta do terceiro já está em fase de aprovação, conforme adiantou o representante da empresa Pedro Di Giacomo. “Quem mora no Brasil sabe a carência habitacional que existe, por isso, desde 1999, nós atuamos neste ramo, proporcionando casa própria para a população de baixa renda. O Bertioga Hills I é composto por 18 casas, mas ainda temos quatro à venda; o Bertioga Hills II conta com 12 unidades e no Bertioga Hills III serão mais 12 casas”. Outra empresa na cidade, que também atua nesse segmento é a construtora MarCasa, com 196 empreendimentos entregues, além de 160 moradias em andamento e a previsão de mais 216 lançamentos. O engenheiro responsável da construtora, Marcelo Caldas, conta que a atuação neste segmento data de 2002, mesmo antes da estrutura do programa Minha Casa Minha Vida. “A grande procura, que sempre existiu devido ao grande déficit habitacional brasileiro, vem associada à exigência deste público que, hoje, bem informado pela internet, quer produtos de qualidade e bem localizados, com preço justo”, comentou. Os interessados nos empreendimentos podem procurar as imobiliárias da cidade ou entrar em contato pelos telefones (11) 3727 1197, sobre o Bertioga Hills, ou (13) 3327 4043, para as obras da MarCasa.
O programa De acordo com informações do governo federal, a proposta do Programa Minha Casa Minha Vida é subsidiar a aquisição da casa própria para as famílias com renda até R$ 1.600,00, e facilitar as condições de compra às famílias com renda de até R$ 5 mil. Para isso, é necessário que a família interessada se enquadre nas exigências de não possuir casa própria ou financiamento em qualquer unidade da federação, ou que tenha recebido anteriormente benefícios de natureza habitacional do governo federal. A iniciativa é dividida em três faixas: famílias com renda mensal bruta de até R$ 1.600,00; famílias com renda mensal bruta de até R$ 3.275,00; e famílias com renda mensal bruta acima de R$ 3.275,00 até R$ 5 mil. Os recursos do Minha Casa Minha Vida são oriundos do orçamento do Ministério das Cidades e repassados à Caixa Econômica Federal, agente operacional do programa. Para atender à Faixa 1, a Caixa e o Banco do Brasil fazem a análise e aprovação da contratação dos projetos das construtoras, e os recursos são liberados a cada medição de obra. Já nas outras faixas de renda e modalidades, os recursos são repassados pelo ministério à Caixa, para subsidiar os contratos de financiamento dos beneficiários.