
Por Marina Aguiar
Primeira luminária foi instalada na rua Engº José de Menezes BerenguerO prédio do Centro de Controle de Zoonoses está cada vez mais comprometido. Em setembro de 2013, uma reportagem do Jornal Costa Norte relatou a situação do local. Paredes rachadas, tetos com pedaços soltos e estruturas de madeira e metal para segurá-los. De lá para cá, pouca coisa mudou; apenas a recepção recebeu estruturas de ferro para sustentar o teto, que vem caindo a cada dia. O local também não possui estrutura adequada para abrigo de gatos recolhidos nas ruas. O gatil é estreito e não recebe a luz do sol, prejudicando a saúde dos animais. Já o canil precisa de azulejos e mais ventilação. Atualmente, o centro realiza atendimento clínico às terças e quintas-feiras; e cirurgias (castração) todos os dias, com agendamento prévio. Cerca de 300 animais, entre gatos e cachorros são castrados todos os meses. A vidraceira Valquíria Souza tem 11 gatos e seis cachorros, que recebem tratamento no local. “O atendimento é muito bom, todos nos tratam muito bem, mas precisa de reparos, a prefeitura tem que tomar uma atitude”. Já Marinês Gerônimo da Silva é faxineira e levou seu gato pela primeira vez ao centro. Ela gostou do atendimento, mas se assustou com as rachaduras e o teto desabando. O prédio tem capacidade para abrigar animais recolhidos das ruas de uma cidade de até 30 mil habitantes. Bertioga já conta com 53 mil habitantes. A capacidade deste tipo de edificação é medida pelo índice populacional humano. Em função deste número, estipula-se a quantidade média de capacidade para o abrigo de cães, gatos e outros animais do município. O Centro de Controle de Zoonoses tem como principal função controlar doenças transmitidas por animais. São 54 doenças notificadas que o centro deve coibir, como, raiva, leptospirose, dengue, calazar e doença de chagas. Só o pombo pode transmitir mais de 90 doenças. Entre as funções da pasta está o bem-estar animal, pelo qual os agentes de saúde realizam ações que atendam o animal e também reduzam os vetores. Dez funcionários trabalham no centro, dentre eles, a médica veterinária e chefe do Centro de Controle de Zoonoses, Maria Luisa Mazzucatto. Ela disse que os problemas existem, mas o trabalho não pode parar. “A castração reduz o número de animais nas ruas e o nosso trabalho é esse, reduzir os vetores de transmissão de doenças”. De acordo com o secretário de Saúde Manoel Prieto Alvarez, em 2013, foi feita a detecção de todos os problemas, e um projeto foi elaborado pela Secretaria de Serviços Urbanos. Todavia, a pasta ainda não possui verba para implantá-lo. Alvarez alega que a reforma e ampliação do local estão previstas no orçamento do município e, R$ 100 mil estão disponíveis para esses reparos, o que não é o suficiente. Na tentativa de solucionar o problema, o secretário reuniu-se com o deputado federal Carlos Zarattini (PT), no fim do ano passado, e aguarda verba de R$ 200 mil proveniente de emenda solicitada pelo parlamentar.