Centro de Zoonoses continua com problemas estruturais


Costa Norte
Publicado em 14/02/2014, às 10h37 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h27

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Por Marina Aguiar

Primeira luminária foi instalada na rua Engº José de Menezes Berenguer

O prédio do Centro de Controle de Zoonoses está cada vez mais comprometido. Em setembro de 2013, uma reportagem do Jornal Costa Norte relatou a situação do local. Paredes rachadas, tetos com pedaços soltos e estruturas de madeira e metal para segurá-los. De lá para cá, pouca coisa mudou; apenas a recepção recebeu estruturas de ferro para sustentar o teto, que vem caindo a cada dia. O local também não possui estrutura adequada para abrigo de gatos recolhidos nas ruas. O gatil é estreito e não recebe a luz do sol, prejudicando a saúde dos animais. Já o canil precisa de azulejos e mais ventilação. Atualmente, o centro realiza atendimento clínico às terças e quintas-feiras; e cirurgias (castração) todos os dias, com agendamento prévio. Cerca de 300 animais, entre gatos e cachorros são castrados todos os meses. A vidraceira Valquíria Souza tem 11 gatos e seis cachorros, que recebem tratamento no local. “O atendimento é muito bom, todos nos tratam muito bem, mas precisa de reparos, a prefeitura tem que tomar uma atitude”. Já Marinês Gerônimo da Silva é faxineira e levou seu gato pela primeira vez ao centro. Ela gostou do atendimento, mas se assustou com as rachaduras e o teto desabando. O prédio tem capacidade para abrigar animais recolhidos das ruas de uma cidade de até 30 mil habitantes. Bertioga já conta com 53 mil habitantes. A capacidade deste tipo de edificação é medida pelo índice populacional humano. Em função deste número, estipula-se a quantidade média de capacidade para o abrigo de cães, gatos e outros animais do município. O Centro de Controle de Zoonoses tem como principal função controlar doenças transmitidas por animais. São 54 doenças notificadas que o centro deve coibir, como, raiva, leptospirose, dengue, calazar e doença de chagas. Só o pombo pode transmitir mais de 90 doenças. Entre as funções da pasta está o bem-estar animal, pelo qual os agentes de saúde realizam ações que atendam o animal e também reduzam os vetores. Dez funcionários trabalham no centro, dentre eles, a médica veterinária e chefe do Centro de Controle de Zoonoses, Maria Luisa Mazzucatto. Ela disse que os problemas existem, mas o trabalho não pode parar. “A castração reduz o número de animais nas ruas e o nosso trabalho é esse, reduzir os vetores de transmissão de doenças”. De acordo com o secretário de Saúde Manoel Prieto Alvarez, em 2013, foi feita a detecção de todos os problemas, e um projeto foi elaborado pela Secretaria de Serviços Urbanos. Todavia, a pasta ainda não possui verba para implantá-lo. Alvarez alega que a reforma e ampliação do local estão previstas no orçamento do município e, R$ 100 mil estão disponíveis para esses reparos, o que não é o suficiente. Na tentativa de solucionar o problema, o secretário reuniu-se com o deputado federal Carlos Zarattini (PT), no fim do ano passado, e aguarda verba de R$ 200 mil proveniente de emenda solicitada pelo parlamentar.

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