CEF retoma obra da Vila Militar, em Bertioga


Costa Norte
Publicado em 04/03/2011, às 12h20 - Atualizado em 23/08/2020, às 13h07

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Dentro de um mês serão retomadas as obras para conclusão das 126 casas do conjunto habitacional conhecido como Vila Militar, localizado no bairro Vista Linda, em Bertioga. E em vez de policiais militares deverão residir no local, famílias já cadastradas em programas habitacionais do município. A notícia foi transmitida com exclusividade à rádio Praia FM – 106,1, pelo superintendente da CEF (Caixa Econômica Federal) na Baixada Santista, José Paulo Amorim, nesta quarta-feira (02). Viabilizado por meio do PAR (Programa de Arrendamento Residencial) do governo federal, o empreendimento, inicialmente, estava sendo construído para abrigar policiais militares que não moram na cidade. Mas sua construção está paralisada há cerca de sete anos, por conta da falência da empresa construtora, a Aprojet. Tratativas junto à CDHU, do governo estadual, para a conclusão das casas também foram feitas, mas acabaram sendo recusadas. Agora, segundo afirmou Amorim, uma comissão de engenheiros da CEF avaliou a obra e determinou as intervenções necessárias para que o projeto torne-se, enfim, habitável. Serão realizadas obras de drenagem, uma vez que o impedimento para utilização é o acúmulo de água no solo. O superintendente explicou que a CEF está em vias de assinar contrato com outra construtora para a finalização da obra. “Isso deve acontecer ainda este mês e as casas estarão disponíveis este ano”, garantiu.

Garantia Amorim revelou que na época da construção da Vila Militar não era exigida a garantia de finalização, como ocorre hoje, em que as empreiteiras devem contam com seguro para término da obra. Sobre o valor, ele afirmou que deverá ser reavaliado, incluindo também o aporte que será necessário para finalização da obra.

Recém-empossado As 126 casas serão destinadas a diminuir o déficit habitacional local, hoje em cerca de 4 mil famílias, conforme revelou o recém-empossado secretário da Habitação, Planejamento e Desenvolvimento Urbano, José Marcelo Ferreira Marques, também presente à entrevista. Vale ressaltar que a prefeitura já conta com um cadastro de famílias aptas a participar dos programas habitacionais do município.



Projetos Há duas semanas no cargo, Marques informou que ainda está tomando conhecimento dos projetos em andamento. Entre eles, o de macrodrenagem e o de bacias de microdrenagem. “Estão bem adiantados e as obras poderão ser iniciadas em breve”, revelou o secretário, que antes ocupava o cargo de gerente regional da CDHU.

Minha Casa, Minha Vida Recentemente, o governo federal divulgou as novas regras para aprovação de projetos habitacionais que receberão investimentos pelo programa ‘Minha Casa, Minha Vida’. A partir de junho, os projetos deverão ser implantados em locais com total infraestrutura, o que inclui ruas asfaltadas. Segundo o superintendente da CEF, o objetivo é garantir acessibilidade. “Não é simplesmente dizer que tem que ter asfalto, mas sim preservar a qualidade do empreendimento”. Mesmo reconhecendo que Bertioga poderá ser afetada por essa nova regra, o superintendente ponderou: “Cada caso é um caso e deve ser analisado individualmente.”

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