Caso Grazielly: depoimento do caseiro novamente é adiado


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Publicado em 14/12/2013, às 04h41 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h25

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Por Antonio Pereira

Advogado da família Lames cobra mais empenho do judiciário para chegar ao desfecho do caso

Mais uma audiência do caso Grazielly foi realizada na tarde de segunda-feira (9), no Fórum Distrital de Bertioga. Trata-se da menina de três anos atropelada por uma moto aquática na faixa de areia da praia de Guaratuba, em Bertioga, em fevereiro de 2012. Desta vez, o interrogado foi o policial militar Marcelo da Cruz, que participou do resgate da vítima. Além dele, outras duas testemunhas prestaram depoimento, na última semana, por meio de carta precatória. O caseiro Erivaldo Francisco de Moura, conhecido como Chapolin, acusado por ajudar um menor a transportar e ligar a embarcação, também seria ouvido, porém, a juíza Gladis Naira Cuvero, a exemplo do que aconteceu em agosto deste ano, remarcou o interrogatório, desta vez, para 11 de fevereiro. Para o advogado da família da vítima, José Beraldo, o acidente deu-se por conta de um imenso descaso e falta de fiscalização da Marinha e da prefeitura, o que continua acontecendo quase dois anos após o acidente. "O meu desejo é de que esse adolescente infrator permaneça por algum tempo na Fundação Casa. A família dele alegou que ele não poderia ser ouvido pelo perigo de ser exposto a um possível linchamento, mas isso é mentira; todos sabemos que isso é mentira; ele é culpado e deve pagar por isso.” Além do processo criminal, ações indenizatórias também tramitam durante a apuração dos fatos. Os valores das indenizações pleiteadas pela família de Grazielly são de R$ 10 milhões contra José Augusto Cardoso, pai do menor que pilotava a embarcação, e R$ 5 milhões contra o estado, por omissão de socorro. Além disso, também foram indiciados os mecânicos Ailton Bispo de Oliveira e Thiago Veloso Lins, acusados por imprudência, já que não notaram que uma peça estava enferrujada. Para a mãe de Grazielly, Cirleide Rodrigues de Lames, a expectativa é por justiça. “Eu quero é que eles sejam punidos”. O pai, Gilson Almeida da Silva, também não se conforma com a perda. “Só a gente sabe a dor que estamos passando. É muito triste olhar para o lado e não ver a nossa menina.” Mais duas audiências já estão marcadas. Em 28 de janeiro serão ouvidos o proprietário da moto aquática, padrinho do adolescente que acionou o veículo, o responsável pela náutica e o mecânico que fez a manutenção no equipamento. Em seguida, como réu, o caseiro Chapolin também deverá ser ouvido, mas em 11 de fevereiro. Segundo denúncia do Ministério Público, o caseiro levou a moto aquática até a beira da água e a deixou aos cuidados do adolescente de 13 anos. Ele voltou à condição de réu, em agosto deste ano, após a insistência do Ministério Público e dos advogados da família de Grazielly.

O acidente O acidente aconteceu no sábado de Carnaval de 2012. De acordo com testemunhas, o veículo era conduzido por um adolescente de 13 anos, em alta velocidade. O veículo atingiu Grazielly, que brincava na faixa de areia, perto da mãe. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu. O corpo da menina foi enterrado em Arthur Nogueira, interior de São Paulo, onde morava com os pais. A garota havia chegado ao litoral um dia antes do acidente, junto com um grupo de dez pessoas, entre parentes e amigos.

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