
Por Mayumi Kitamura
Câmara Municipal foi ponto de encontro das manifestantesUma carreata marcou a comemoração pelo Dia da Mulher, em Bertioga, na quarta-feira, 13. A idealizadora do evento, a vereadora Valéria Bento, afirmou que, apesar de posterior ao 8 de março, data oficial das comemorações, é importante que a luta da mulher seja sempre lembrada e valorizada. Para participar do evento, mais de 200 pessoas reuniram-se em frente à Câmara Municipal, de onde seguiram até a Prodesan, no Indaiá, onde houve palestras sobre direitos e saúde da mulher. Para Valéria, é importante que as mulheres recebam estas informações e que se unam para reforçar a luta da mulher por melhores condições na sociedade. Quem já enfrentou dificuldades apenas por ser mulher lamenta que ainda exista o preconceito sobre o chamado "sexo frágil". A dona de casa Amabília Maria da Silva disse que há pessoas que ainda acreditam que isso possa influenciar na capacidade de desempenhar qualquer tipo de cargo no mercado de trabalho. "Muitas vezes, nós somos discriminadas e acabamos nos sentindo para trás, mas estamos lutando para conseguirmos o melhor". A atendente Irene da Costa Carvalho também enfrentou problemas, mas entende que a mulher não deve ser submissa: "Já encontrei dificuldades por ser mulher, mas, mesmo assim, não abaixei minha cabeça e sobrevivi; dei a volta por cima e hoje crio minhas filhas sozinha. Nós temos que lutar muito e não podemos abaixar a cabeça para ninguém". O Dia Internacional da Mulher é celebrado em março em alusão aos trabalhadores, a maioria costureiras, que morreram num incêndio causado pelas más instalações de uma fábrica de Nova Iorque, em 1911, e até hoje considerado uma das piores tragédias da história da cidade, vitimando 146 pessoas. Naquela época, em plena Revolução Industrial, eram frequentes os protestos por melhores condições de trabalho.