
Por Ana Cláudia Gomes
“A Câmara vai se manifestar oficialmente, assim que receber os documentos solicitados ao Executivo”. A afirmação é do presidente do Legislativo bertioguense, vereador Marcelo Vilares (PTB), referindo-se ao requerimento que solicita cópia do relatório apresentado pela R. Amaral Associados. O documento aponta que o município vai deixar de arrecadar cerca de R$ 378 milhões, nos próximos 16 anos, provenientes de IPTU, ITBI e ISS, em virtude do embargo das obras de urbanização de alguns módulos da Riviera de São Lourenço. A medida foi tomada pela Justiça por conta de ação civil proposta pelo MP (Ministério Público).
Medidas legais
Vilares afirma ainda ter ficado “espantado” com a decisão da Justiça, considerando que a obra já contava com todas as licenças ambientais. “Além disso, foram feitas as compensações, o manejo de flora e fauna e todas as medidas legais”.
O impacto na economia do município também foi destacado pelo presidente do Legislativo. “São empregos que deixam de ser gerados”, afirmou.
Sustentabilidade
A questão da sustentabilidade foi outro argumento utilizado pelo vereador. “Sustentabilidade significa também equilíbrio. Bertioga já conta com mais de 80% de áreas preservadas, foi criado o Parque [Estadual da Restinga]. Medidas como essa de paralisar obras acabam gerando o desequilíbrio econômico e social”.