Bertioga tem dois casos confirmados de chikungunya

Costa Norte
Publicado em 16/12/2016, às 06h39 - Atualizado em 23/08/2020, às 15h43

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Foto: Rafael Neddermeyer

Bertioga

Mayumi Kitamura

No mês em que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou que as epidemias de zika e chikungunya serão maiores neste verão, Bertioga recebe a notícia de dois casos confirmados de desta última doença. As ocorrências foram nos bairros Jardim Vicente de Carvalho e, mais recentemente, no Centro.

Apesar de ser relacionada ao mês de outubro, a última confirmação aconteceu recentemente, por isso, agentes da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) estiveram nas proximidades da área de notificação para o serviço de nebulização na quarta-feira, 14. Na ocasião, equipes de controle de endemias também realizou ações de controle e prevenção na área. O coordenador de Vetores e Dengue no município, Antonio Sérgio de Jesus, explica: “São nove quadras trabalhadas, onde verificamos a busca e controle de criadouros, colocamos agentes para visitar casa a casa e fizemos a nebulização nas nove quadras”.

Antonio Sérgio detalhou que, neste ano, houve 11 notificações de chikungunya em Bertioga, sendo que, além dos dois confirmados, um resultado foi dado como inconclusivo e outros dois estão em investigação.

Segundo o Ministério da Saúde, são suspeitos da doença todos os casos em que as pessoas apresentem febre de início súbito maior de 38,5ºC e artralgia (dor articular) ou artrite intensa com início agudo. A dor articular está presente em 70% a 100% dos casos e afeta principalmente mãos e pés (pulsos e tornozelos). A orientação é que, em caso de suspeita seja procurada a unidade de saúde mais próxima imediatamente. Ainda, é recomendado não realizar a automedicação, que pode mascarar sintomas, dificultar o diagnóstico e até agravar o estado do paciente. Crianças e idosos são mais sensíveis aos sintomas e, portadores de doenças crônicas têm maior probabilidade de desenvolver formas graves da doença.

A chikungunya é transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, por isso, o cuidado é o mesmo adotado contra a dengue, ou seja, a eliminação dos criadouros. Os procedimentos são semelhantes para os dois mosquitos, por isso, é necessário: verificar se a caixa d´água está bem fechada; não acumular vasilhames no quintal; verificar se as calhas não estão entupidas; e colocar areia nos pratos dos vasos de planta. Os procedimentos de controle são semelhantes para ambos os mosquitos.

Epidemia

No dia 1º deste mês, em evento sobre os desafios na saúde sobre a dengue, zika e chikungunya, o diretor regional da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Mato Grosso do Sul, Rivaldo Venâncio, especialista em medicina tropical, revelou que neste ano o número de casos das doenças transmitidas pelo aedes aegypti subiu significativamente em relação ao ano passado. Ele relata que, em 2015, foram identificados 38 mil casos de zika e de chikunguya e, neste ano, o número subiu para 255 mil.

Ele destacou que, durante os meses menos quentes e com menor incidência de chuvas, a velocidade da transmissão diminuiu, entretanto, no verão, as condições são propensas à proliferação do vetor das doenças. Como os vírus ainda não foram devidamente combatidos, é esperada uma epidemia maior para os próximos meses.

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