Alunos de escolas públicas exercitam os sentidos em feira da Mata Atlântica


Costa Norte
Publicado em 24/05/2013, às 12h01 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h17

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Por Antonio Pereira

Olhares atentos no microscópio para verem as células das folhas A experiência de vivenciar como se sente um animal preso em uma jaula foi proporcionada

Na próxima segunda-feira (27), comemora-se o Dia Nacional da Mata Atlântica. A data marca uma série de ações, a maioria delas voltada à busca de soluções para barrar o desmatamento e recuperar aquilo que já foi degradado. No Sesc Bertioga, mais de 600 alunos de escolas estaduais e municipais tiveram, na quarta-feira (22), a oportunidade de conhecer, por meio de uma feira ecológica realizada no ginásio da entidade, como vivem os seres que compõem a fauna e a flora, desta que, segundo a Organização das Nações Unidas (U), é a quinta floresta mais ameaçada do mundo, mantendo apenas 8% da cobertura original. “No nosso estande, estimulamos o visitante a entender como vivem os animais que vivem na Mata Atlântica. Colocamos o aluno em meio à vegetação nativa e aqui ele pode ver animais empalhados e, inclusive, vivenciar como se sente um animal preso em uma jaula”, explica o coordenador de projeto de uso público do Parque Estadual da Serra do Mar, Irani Queiróz, um dos responsáveis por gerir o núcleo Itutinga Pilões, em Cubatão. Devido à grande extensão territorial, o Brasil apresenta um dos mais complexos quadros de paisagens e sistemas ecológicos do planeta. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o país é dividido em nove principais biomas: Caatinga, Campos, Cerrado, Floresta Amazônica, Mata Atlântica, Mata de Araucária, Mata de Cocais, Pantanal, Zonas Litorâneas. “A Mata Atlântica oferece uma das maiores biodiversidades do mundo, sendo responsável pelo fornecimento de água de mais da metade da população brasileira, e pela regulação do clima em alguns dos principais centros urbanos do país”, explica a técnica do setor de programação Marcela Oliveira Fonseca, do Sesc Bertioga.

Vivências Durante o passeio, que durou cerca de 3 horas, os alunos conheceram, pelo paladar, a diferença entre o mel industrializado e o captado na Mata Atlântica, na tenda do viveiro municipal de plantas Educador ‘Seo Léo’. Eles exercitaram o tato para diferenciar os variados tipos de solo (mangue, praia e costão rochoso) com uma equipe de profissionais da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e visualizaram pelo microscópio as células de folhas de diferentes espécies com o auxílio de alunos e professores da Universidade Santa Cecília (Unisanta). “O que eu mais gostei foi de perceber a diferença da areia”, conta Odaíza Lima de Jesus, da Escola Vicente de Carvalho. Outro estudante que aproveitou bem o passeio foi Mayson Santos Lima, do William Aureli: “Com certeza, os animais não gostam nada de ficarem presos”. A feira ecológica Dia da Mata Atlântica foi uma realização do Sesc Bertioga, em parceria com o Instituto Ecofuturo, Associação Sabor da Capela, Unesp, Unisanta e Parque Estadual Serra do Mar.

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