Advogado contesta método que identificou e resultou na prisão de suspeito de estupro


Costa Norte
Publicado em 18/05/2012, às 18h20 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h01

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Por Eliana Cirqueira

O advogado de Bertioga, José Cláudio de Abreu entrou com um Termo de Declarações na Corregedoria Geral da Polícia Civil, em Santos, nesta quinta-feira (17), por conta de investigação que resultou na prisão de suspeito de ter praticado atos obscenos e estupro contra três meninas, na cidade. A identidade do suspeito, que teve a prisão temporária decretada pela Justiça, não foi revelada e o caso foi noticiado pelo JCN (Jornal Costa Norte), semana passada. No documento, o advogado contesta o método utilizado pela delegada de Bertioga, Edna Pacheco, para a identificação do suspeito pelas vítimas. “[...] Onde Adilson, de cor negra foi submetido ao reconhecimento em companhia de outros três homens de cor branca e, quando submetido ao reconhecimento pelas vítimas, considerando que o indivíduo foi descrito como de cor negra, ele foi identificado e apontado como autor pelas vítimas que o identificaram pela voz.”, consta no Termo. Além disso, Abreu afirma no documento que o investigador “Rodrigão” teria feito uma espécie de pré-acordo para que o suspeito se apresentasse espontaneamente à Delegacia, para prestar depoimento e, dessa forma, o suspeito não seria preso, na ocasião. “[...] Argumentou que havia mantido conversa com ‘Rodrigão’, que iria apresentar o seu cliente ante a promessa de não haver ordem de prisão.”

Delegada Procurada pela reportagem nesta sexta-feira (18), a delegada avisou que irá tomar ciência do documento apresentado na Corregedoria e que, no começo da semana, irá se pronunciar sobre o Termo de Declarações. “Vou me inteirar da denúncia e na terça-feira [dia 22] me pronuncio”, informou.

Corregedoria Questionada sobre o caso, a Corregedoria Geral da Polícia Civil informou que “o referido advogado foi ouvido na Corregedoria de Santos, onde alegou irregularidades na investigação”. O órgão detalhou que “foi instaurada uma apuração disciplinar preliminar para verificar se houve alguma falta funcional por parte dos policiais civis envolvidos.”

Acusações O 1º caso chegou ao conhecimento da polícia no dia 30 de março, quando a o pai de uma menina de 11 anos prestou queixa. Segundo o B.O. (Boletim de Ocorrência) registrado, a menor vinha sendo abordada por um indivíduo de motocicleta, próximo à EE Willian Aureli, no Jardim Rio da Praia, onde ela estuda. A menina contou que o suspeito a abordou por quatro vezes, sempre se mantendo sobre a moto e com um capacete escuro. Na última abordagem, ele tirou o capacete e a menor conseguiu ver o seu rosto e ainda anotou a placa do veículo. O 2º caso aconteceu no dia 20 de abril e, de acordo com o B.O., registrado como estupro, duas meninas, de 09 e 11 anos, estavam em uma praça próxima à EE Prof. Armando Belegarde, quando foram abordadas por um homem em uma moto preta e de capacete escuro. No local, ele as obrigou a praticar sexo oral, ameaçando-as de morte, caso contassem para alguém. Durante todo o tempo, o suspeito permaneceu com o capacete.

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