“O poder corrompe as pessoas e faz elas realizarem coisas absurdas”, declarou a jornalista ao lançar livro

Em entrevista concedida na manhã desta terça-feira (5) ao programa Café da Manhã, da TV Cultura Litoral, Solange Freitas (União), jornalista e pré-candidata ao cargo de deputada estadual, destacou os ataques sofridos durante as eleições de 2020, quando disputava a prefeitura de São Vicente.
“Naquela época eu fui uma das oito mulheres mais atacadas no Instagram. Sofri calúnias e não aceitei nada de errado para vencer as eleições”, declarou Solange.
Com o objetivo de revelar os bastidores políticos da região da Baixada Santista, litoral de São Paulo, Solange lançou, na última sexta-feira (1), o livro Um Inimigo Chamado Poder. “A ideia do livro é trazer à luz todo o jogo sujo, os ataques, os processos que ganhei, as tentativas de me incriminar e a sujeira do segundo turno”, comentou Solange.
“Inicialmente iria lançar um minidocumentário para narrar os acontecimentos de 2020 e também um pouco de minha vida, mas não teria tempo hábil. Foi então que decidi escrever um livro, de leitura rápida, você consegue ler em uma ou uma hora e meia”, declarou a jornalista.
Solange também explica o significado do título da obra: “Dei esse título porque foi a gana pelo poder, o poder exacerbado, e as pessoas que não querem deixar o poder, que resultou nos atentados que sofri”.
Na noite de lançamento da obra, Solange revela que autografou cerca de 700 livros: “Fiquei muito feliz, não esperava todo esse carinho. Infelizmente teve gente que foi embora sem autógrafo porque a fila estava muito grande”.
Um Inimigo Chamado Poder não está a venda, o produto está sendo distribuído gratuitamente. Os interessados devem comparecer no escritório da pré-candidata, localizado na rua Benjamin Constant, número 61, sala 2207, no Centro de São Vicente. O local fica aberto das 10hrs às 18hrs. Para mais informações ligue (13) 3329-9926.
Relembre o atentado sofrido por Solange Freitas
A então candidata a prefeita de São Vicente, Solange Freitas, sofreu um atentado no dia 11 de novembro de 2020, poucas semanas antes do segundo turno das eleições municipais. O carro, a prova de balas, em que a candidata estava foi alvejado por pelo menos cinco tiros. O ataque ocorreu na avenida José Monteiro, no próprio município em que concorre as eleições.
Em fevereiro desse ano, a Justiça determinou que a dupla acusada de tentar matar a ex-candidata vá a júri popular. Um dos suspeitos do crime está preso, um ex-policial militar rodoviário. O outro segue foragido.
Solange Freitas conseguiu chegar até o segundo turno das eleições de 2020, mas perdeu para Kayo Amado (Podemos). A jornalista, que na época era filiada ao PSDB, angariou 43,70% dos votos, cerca de 70 mil votos válidos, enquanto o representante do Podemos alcançou 56,30% dos votos, pouco mais de 90 mil votos.