José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de SP, explicou os motivos que levam a esta realidade

José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CreciSP), explicou os motivos que levam casas e apartamentos possuírem preços baixos em locais com a taxa alta de criminalidade. Os comentários foram feitos durante entrevista concedida na manhã desta segunda-feira, 16, para o programa Café da Manhã, da TV Cultura Litoral.
O especialista afirma que, por conta deste fator, a criminalidade, os imóveis demoram mais tempo para serem vendidos, pois depende de um fator que está fora do controle das imobiliárias. “Todo local onde a violência se apresenta, o preço [dos imóveis] cai. O tempo de liquidez aumenta. Violência é um dos principais fatores”.
O presidente do CreciSP citou o exemplo de Praia Grande. “Era uma cidade muito violenta. Uma dificuldade tremenda [para vender imóveis]. Praia Grande tinha mais de um veículo furtado por dia”. Ele continua e destaca a melhora na segurança do município: “Hoje você tem três registro de roubo de veículo por mês”.
José Augusto explica que com o exemplo de Praia Grande, onde a prefeitura investiu em mais segurança, o setor imobiliário vive uma nova realidade. “Mas isso vale para todo o litoral”, alertou o especialista.
O apresentador do programa, Ribas Zaidan, destacou a atual situação de Guarujá, que vive uma alta na violência, e o convidado respondeu. “Uma cidade maravilhosa, mas infelizmente, por conta da violência, temos muitas dificuldades”, comentou o presidente do CreciSP.