Polícia diz que corpos encontrados em Mogi das Cruzes são dos jovens desaparecidos

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Publicado em 07/11/2016, às 12h43 - Atualizado em 23/08/2020, às 15h36

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Foto: Reprodução Internet

A Corregedoria e a Polícia Civil de São Paulo informaram que os corpos encontrados na mata em Mogi das Cruzes  são dos cinco jovens desaparecidos desde o dia 21 de outubro.  A polícia ainda aguarda exames de DNA para confirmar oficialmente, mas vários indícios mostram que os corpos são dos jovens.

Familiares dos desaparecidos foram ao IML na manhã desta segunda, 7, para ajudar na identificação dos corpos, que estão queimados e em estado avançado de decomposição. Eles não puderam ver os corpos, mas prestaram esclarecimentos. Os investigadores também estão analisando a arcada dentária das vítimas. Eles recolheram amostras da saliva dos familiares para realizar exame de DNA.

O ouvidor das polícias,  Júlio César Fernandes Neves disse, em entrevista à imprensa, que os jovens foram executados. "Todos têm tiros. Fica claro que foi execução. Um deles estava com as mãos amarradas. Um deles, possivelmente o cadeirante, estava sem cabeça. Existem tiros, um cadáver com dois tiros na cabeça, outro cadáver com vários fragmentos, a gente não sabe se é perfuração ou se é tiros de bala”. A perícia ainda não divulgou o tipo de arma utilizada.

Indícios

Um dos corpos estava com fralda geriátrica e tinha sinais de uma cirurgia na coluna. O que faz a polícia acreditar que se trata do desaparecido que era cadeirante. Além disso, uma das vítimas tinha uma prótese na perna. A mãe de Caíque Henrique Machado, um dos desaparecidos, confirmou que o filho tinha uma prótese na tíbia.

Os jovens da zona leste de São Paulo, com idade entre 16 e 30 anos, participariam de uma festa com garotas conhecidas em rede social em um sítio de Ribeirão Pires, mas nunca chegaram ao local. O perfil das meninas com quem os jovens se encontrariam desapareceu da internet.

Um dos desaparecidos, Jonathan Moreira Ferreira, de 18 anos, relatou antes de sumir ter sofrido "enquadro" e "esculacho" da polícia num áudio enviado por WhatsApp para uma amiga no dia 21.

Entre as hipóteses apuradas pela polícia, estão a de que os rapazes tenham sido mortos por policiais ou por bandidos comuns.

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