O jovem Allyson Cardoso Santos, de 25 anos, é uma das vítimas de afogamento desaparecidas no litoral de São Paulo. Ele e o marido estavam no mar da Prainha Branca, em Guarujá, por volta das 10h30 de segunda-feira, 12, quando foram surpreendidos pela alta da maré e a violência das ondas.

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"Estávamos há uns 15 passos da areia e a maré começou a subir muito rápido. Virei de costas para pular uma onda e, quando virei novamente pro Allyson ele estava caído na água, creio que ele tenha tentado pular onda, pisado em falso e tentando se levantar. Fui ajudar ele e vieram ondas mais altas, que me empurraram pra praia e puxaram ele pro fundo", explicou o marido de Allyson, Renato Balbino.

Enquanto Allyson tentava se erguer e era puxado pelas ondas, outro casal também se afogava. Renato então correu para a areia para buscar ajuda. "O salva-vidas veio correndo, mas quando chegou na água não dava mais pra ver ele. Ele conseguiu tirar o casal e voltou pra procurar ele, mas nao achamos mais".

Renato destacou que no momento do afogamento, não tinha nenhuma placa sinalizando perigo na praia. "Depois que teve o ocorrido com ele colocaram placas na extensão da areia todinha. Os salva-vidas fizeram mergulhos, colocaram botes, pessoal da vila [moradores] colocou barcos na água também pra tentar achar o Allyson. Uns 10 ou 15 minutos depois o helicóptero chegou pra fazer a busca. Ficaram por aproxidamente uma hora e tiveram outras ocorrências, como o rapaz que caiu das pedras ali do lado, e duas ou três pessoas que sumiram no Guarujá. Como só tinha um helicóptero, tiveram que cessar as buscas e partir para as outras ocorrências", explicou.

O casal está junto há sete anos e foi a primeira vez que os dois visitaram a Prainha Branca. "Acredito que eles [bombeiros] estejam empenhados, mas o número de barcos, de pessoas, não está conseguindo suprir a demanda. Já fui informado de que tem mais duas ocorrências na região. Então estou fazendo um apelo ao governo do estado, à PM do estado, pra que empenhem mais pessoas pra encontrar não só ele, mas também as outras pessoas que estão sumidas", desabafou Renato.

Em nota, o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) informou que, no dia 12,  aproximadamente às 10 horas na Prainha Branca, em Guarujá, três pessoas foram arrastadas pela forte correnteza em setor desguarnecido. "O guarda-vidas mais próximo se deslocou até o local para o salvamento retirando duas vítimas, vindo uma a submergir. Buscas estão sendo feitas, porém até o momento da publicação desta nota a vítima não foi encontrada".

Também por nota, os bombeiros informaram que, durante o feriado prolongado, houve sete afogamentos (óbitos), três desaparecimentos e 116 salvamentos, nove a mais do que no mesmo período de 2019, mesmo com a pandemia de covid-19.

A corporação implantou a Operação Semana das Crianças e empenhou mais de 300 profissionais, 22 embarcações, três aeronaves Águia, entre outros recursos distribuídos pelo litoral paulista. O GBMar também informou que houve um aumento de mais de 20% no movimento registrado pelas concessionárias dos pedágios da região, o que pode ter contribuído para o significativo acréscimo de 50% no número de afogamentos comparando com o mesmo período do ano passado.