Defesa do assassino de Carlinha abandona o caso

Costa Norte
Publicado em 15/09/2017, às 12h44 - Atualizado em 23/08/2020, às 16h09

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Renato Mariano, 38 anos, estuprou e matou a garota em Santos. Ele confessou o crime na quinta-feira, 14, e irá a júri popular

Acusado de estuprar e matar Carla Roberta Barbosa, de 9 anos, conhecida como Carlinha, o ex-presidiário e viciado em crack Renato Mariano, 38, confessou o crime em audiência na quinta-feira, 14. Em seguida, a defesa do réu renunciou o caso alegando motivo de foro íntimo.

Em depoimento prestado no Fórum de Santos, Renato deu detalhes do crime e mostrou ser uma pessoa cruel e fria. Segundo o advogado Fabio Hypólitto, a defesa ainda tinha dúvidas com relação às imagens das câmeras de segurança. Mas após o depoimento, desistiu do caso por não defender esse tipo de crime.

O corpo da vítima foi encontrado no dia 29 de janeiro deste ano. O suspeito cometeu o crime no cortiço em que vivia, na rua Amador Bueno, no bairro Paquetá, em Santos. Ele esteve foragido e a Secretaria de Segurança Pública ofereceu recompensa de R$ 50 mil pelo seu paradeiro.

Durante as investigações, policiais da Delegacia Especializada Antissequestro (Deas) de Santos utilizaram imagens de 45 câmeras de segurança, sendo 15 de empresas e o restante da prefeitura de Santos. Doze cenas e um cachorro chamado Pirata foram definitivas para identificação do assassino. O animal vive no mesmo cortiço de Carla e aparece acompanhando a garota até o endereço de Renato e, então, fica sozinho. Depois de alguns minutos, o cão retorna para a casa da garota.

As imagens também mostram o suspeito passando com o corpo em um carrinho de compras e depois voltando com o carrinho vazio. No cortiço de Renato, a polícia encontrou bichos de pelúcia, embora o suspeito não tenha filhos. Segundo o investigador-chefe Marcelo Canuto, essa prática é comum de pedófilos, pois costumam atrair suas vítimas com brinquedos.

O acusado tem passagens policiais por roubo e furto, em 2002 e 2008. Mas o que chama a atenção é um crime ocorrido em 2016, em que Renato amarrou sua ex-companheira e introduziu um objeto em suas partes íntimas. Com a renúncia da defesa, Renato irá a júri popular.

Fotos: Divulgação e Reprodução/Facebook

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