O cantor Marcelo Pires Vieira, conhecido como Belo, foi solta na manhã desta quinta-feira, 18, após passar uma noite na cadeia de Benfica, na Zona Norte do Rio, por se apresentar em um show no Complexo da Maré, em Angra dos Reis (RJ), em uma escola 'invadida'. Na madrugada de quinta-feira, o desembargador Milton Fernandes de Souza aceitou o pedido de habeas corpus feito pela defesa do cantor.

Faça parte do nosso grupo no WhatsApp ➤ http://bit.ly/COSTAINFORMA10 E receba matérias exclusivas. Fique bem informado! 📲

Em depoimento à polícia, Belo afirmou ter sido contratado pelo valor R$ 65 mil, mas só teria R$ 32.500. Segundo jornal Extra, do Rio de Janeiro, que teve acesso ao depoimento do cantor, Belo recebeu a acusação de violar decreto municipal que proibiu aglomerações no carnaval e contribuir para a disseminação do coronavírus. Além dele, outras três pessoas são investigadas pela realização do evento: Célio Caetano, sócio da produtora Série Gold, responsável pelo show; Henriques Marques, também sócio da produtora; e Jorge Luiz Moura Barbosa, o Alvarenga, chefe do tráfico no Parque União.

Ainda em depoimento, Belo disse que na madrugada de sábado (13), dia do evento, não sabia que o show seria realizado em uma escola estadual. Ele alega que no caminho reparou que parecia estar na avenida Brasil e chegou a comentar que parecia se tratar de comunidade. O artista alegou que por ser de São Paulo tem dificuldades de identificar quando está em comunidade ou não. Belo alegou ainda desceu da van e como não tinha camarim, praticamente subiu logo no palco.