O atendimento humanizado no Hospital Bertioga, administrado pelo INTS (Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde), ganha mais uma linha de atuação com o projeto "Quem Sou Eu?", um jeitinho intimista de identificar os pacientes internados.

Ao lado do leito, uma ficha informa não apenas o nome e a idade da pessoa, mas também algumas particularidades, como a forma como gostam de ser chamados, número de pessoas na família, gosto musical e gastronômico, medos e até a preferência por animal de estimação, além da data de internação e o motivo.

A diretora da unidade Ana Patrícia explica que atender de forma humanizada significa focar mais nas necessidades do paciente. Ela defende que quando isso acontece, as chances de cura e recuperação são maiores. "O respeito dado durante o atendimento faz com que o paciente responda melhor aos procedimentos médicos, mantendo sua saúde emocional e mental fortalecida, fator que é primordial para o restabelecimento do vigor de qualquer pessoa".

O cuidado com a identidade da pessoa torna maior o vínculo do paciente com a equipe multidisciplinar do Hospital Municipal de Bertioga e facilita o trabalho de todos. Ana Patrícia resume de forma poética: "O que somos e pra quem somos, isso é o que importa. Para uns somos sr. e sra., para outros somos um apelido de criança, um modo de chamar afetuoso; podemos ser desafetos para uns , e também afetos para outros. No final das contas somos tantos e deixamos também um pouco do que somos no outro".

A identificação no leito é uma forma acolhedora, inclusive de tratar o paciente quando forem no leito dele, uma forma carinhosa, até de chamá-lo . "Nós precisamos é de almas e corações!, finaliza da diretora.