Uma aliada na palma da mão ou a 120 metros de altura. A tecnologia mudou a forma de trabalhar e de pensar na cidade de Bertioga. Hoje, as equipes de todos os setores do Executivo trabalham em conjunto com o auxílio da tecnologia, principalmente na fiscalização de áreas verdes. A Diretoria de Operações Ambientais (DOA), por exemplo, utiliza drones para conter invasões, irregularidades e crimes contra o meio ambiente.

O diretor do DOA, Nelson Jorge de Castro, afirmou que a tecnologia é, hoje, uma ferramenta primordial em todas as áreas, inclusive na fiscalização. “A gente disponibiliza a utilização do drone, câmeras, pra ajudar na fiscalização e também no georreferenciamento e nas pesquisas que a gente realiza. A tendência mundial é você trabalhar com essas informações, sem isso você não consegue desenvolver um trabalho com eficiência e qualidade”.

Atualmente, a prefeitura dispõe de um drone, utilizado por equipes que percorrem toda a cidade duas vezes ao mês, desde junho de 2020. Até o momento, 16 ocorrências foram registradas na operação, entre autuações, desconstruções de ocupações irregulares e infrações ambientais.

O drone é de responsabilidade da Divisão de Monitoramento (DIVMO), setor pertencente ao DOA, que realiza o planejamento de voo no software adequado, coleta dados em campo e processa dados coletados. Estes dados são utilizados na confecção de imagens do tipo ortomosaico, projeto 3D e modelo digital de elevação para medição, implantação de topografia e identificação por coordenadas geográficas de imóveis regulares e monitoramento de aéreas irregulares.

Os dados coletados pelo drone são utilizados também no setor de Habitação. O diretor da pasta, arquiteto André Santana, explica que antes da aquisição, a prefeitura contratava empresas para fazer essas imagens aéreas. “O que nos interessa são as fotos que ele gera. No caso da habitação, a gente usa as fotos pra fazer um mapeamento do território, tiramos fotos de tempos em tempos pra saber como está o desenvolvimento de um bairro. Não só áreas irregulares, mas como outras áreas que a gente faz isso pra ter o planejamento da área mesmo, a leitura do território. Com isso, a gente identifica o que está aumentando de área, quantidade de casas, e vinculamos isso, muitas vezes, ao nosso cadastro”.

Ainda segundo Santana, a parte de planejamento é diferente da fiscalização, mas independente do setor, todos têm acesso a um sistema de geoprocessamento que interliga as secretarias. “Temos um programa igual o Google Earth, só que da prefeitura, feito com foto de satélite de alta resolução, onde nós inserimos todas as informações de todas as secretarias. Lá estão desde cadastro, até identificação dos terrenos, nome de rua, áreas regulares, não regulares. Todas as secretarias compartilham esse programa”.

O arquiteto explicou que a tecnologia é uma ferramenta que possibilita um universo de possibilidades. “Além da agilidade dos processos, ela possibilita um detalhamento melhor, uma especificação melhor do que estamos fazendo, melhor controle do território. A gente pode trabalhar ao mesmo tempo em um projeto ou em uma área em diferentes computadores, em diferentes lugares, com interação entre as equipes”.

“A tecnologia está cada vez mais barata e acessível, é uma ferramenta importantíssima e quanto mais instrumentos ou programas, vamos agilizando todos esses processos e uma melhor qualidade pro nosso trabalho”.