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Aluna de Guarujá cria alternativa sustentável com fibra de bananeira
Foto: Hygor Abreu

Aluna de Guarujá cria alternativa sustentável com fibra de bananeira

Yasmim Souza utilizou fibras de bananeira e buriti para a criação de produtos que se tornam adubo orgânico após decomposição

22 de outubro de 2019 Última atualização: 17:10
Por Da Redação

A estudante guarujaense Yasmim Souza, da Escola Municipal 1º de Maio (Jardim Boa Esperança), desenvolveu materiais biodegradáveis a partir da fibra de bananeira e buriti, e pretende inovar o mercado com canudos comestíveis, bandejas e papéis sustentáveis.


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A estudante, de 25 anos, explica que seus produtos são alternativas para substituir materiais produzidos em grande escala pelo mercado, especialmente os de isopor.  A ideia surgiu em 2007, quando Yasmim cursava o Ensino Médio, em Roraima.


No entanto, seu projeto, Fiber Innovation, passou a ser desenvolvido após a jovem se mudar para Guarujá, onde recebeu o apoio de sua atual escola, onde cursa o último ano do curso técnico de Meio Ambiente, e participou da Expo Ambiental.


O professor Luciano Cardoso, coordenador técnico dos cursos de Química e Meio Ambiente, comenta o legado da Expo Ambiental na unidade e o mérito de Yasmim como vencedora da feira. “Há 13 anos realizamos a Expo na escola, e todos os anos nossos alunos apresentam soluções fantásticas para os problemas ambientais”.


Com aroma cítrico, as bandejas apresentam maior resistência do que as de isopor e são feitas com condimentos antifúngicos e antibacterianos. Se descartadas na natureza, se decompõem em 32 dias.

As caixas térmicas, feitas do talo de buriti, se decompõem em até 60 dias após o descarte. Já os canudos biodegradáveis, são comestíveis e procuram inovar no mercado alimentício. Seu sabor pode ser alterado por essências e sua decomposição não agride o Meio Ambiente.


Seus papeis são 100% orgânicos, podem ser impressos e possuem a mesma durabilidade de papeis comuns. Seu tamanho e espessura são alterados durante a produção e, se descartado incorretamente, se decompõe em 72 horas, tornando-se um adubo orgânico.


“Meu maior objetivo é atingir a substituição do polietileno (isopor), material que agride o meio ambiente e atinge os animais marinhos. Vejo a produção desses materiais como uma solução ecologicamente correta e economicamente sustentável para o mercado”, finalizou Yasmim.


O professor de Operações Unitárias e de Controle da Poluição Ambiental da unidade, Américo dos Santos Neto, comenta a importância dos trabalhos para a associação do que é ensinado em sala de aula. “O conhecimento na área ambiental pode trazer inúmeros benefícios para a sociedade. A teoria auxilia na vida prática, melhorando a vida de todos”.

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