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Instabilidade nas taxas de juros favorece negociações direto com as construtoras

Mercado da construção civil vem registrando alta e o financiamento direto com as construtoras ganha força no segmento. Segundo dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), a melhora nas negociações de imóveis de médio e alto padrão garantiram ao mercado de incorporação o melhor resultado em 2020 nas vendas desde maio de 2014.

DINO
29/11/2021 às 08:29.
Atualizado em 29/11/2021 às 08:30
 (DINO)

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O mercado imobiliário, principalmente de luxo, vem registrando fortes altas. Segundo dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), a melhora nas negociações de imóveis de médio e alto padrão garantiram ao mercado de incorporação o melhor resultado em 2020 nas vendas desde maio de 2014. O setor registrou um crescimento de 32% em 2021 nas vendas de imóveis de luxo. Além disso, há uma projeção de alta de 20% até 2023. Neste cenário, tanto investidores quanto consumidores que buscam realizar o sonho da casa própria, passam a ter no radar uma nova preocupação: a oscilação das taxas de juros e a inflação. Projeções mostram que a taxa Selic deve chegar nos 8% ainda este ano, patamar que não era visto desde 2017. Assim, o juros do crédito imobiliário deve subir para a casa dos 12%. Com isso, a negociação direta com as construtoras ganha mais espaço no mercado.

Com a taxa básica de juros em 7,75% ao ano e em tendência de alta, bancos públicos aumentaram as tarifas cobradas para financiamento imobiliário desde setembro – e os privados sinalizam que reajustes nas tarifas podem ocorrer ao longo dos próximos meses. A expectativa é que o custo do crédito para a compra de imóveis volte a ficar mais caro a partir de 2022, já que as taxas devem voltar ao patamar de dois dígitos. De acordo com o Banco Central, os juros médios das operações de crédito imobiliário ficaram em 7,42% ao ano em setembro. Em agosto, o percentual foi de 7,16% ao ano.

Segundo o economista Guilherme Alano, o financiamento direto com o vendedor, no caso de imóvel, com a construtora e incorporadora, pode ser sim vantajoso para o consumidor, diante da alternativa de financiamento através de uma instituição financeira terceira, como um banco. “As principais vantagens são a facilidade na aprovação do crédito, que tem ficado mais restrito na maioria das instituições financeiras pela crise econômica provocada pelo coronavírus e subida dos níveis de inadimplência. Entretanto, o principal diferencial que vai determinar qual é o caminho mais vantajoso, vai ser o custo efetivo da operação. Ele envolve majoritariamente os juros do financiamento, mas também outros custos escondidos, como taxa de abertura de conta, seguros obrigatórios, entre outros”, aponta.

Diante deste cenário, a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) prevê uma alta próxima de 10% nos financiamentos imobiliários em 2022, já considerando taxas maiores. Para este ano, a expectativa é de um crescimento de 57% no volume de empréstimos, chegando ao recorde histórico de R$ 195 bilhões.

No litoral norte de Santa Catarina, Balneário Camboriú vem corroborando os dados nacionais, impulsionando inclusive a média nacional de vendas. A cidade passou a ocupar a terceira colocação no índice que assegura a valorização imobiliária. Segundo o FipeZap, pela primeira vez Balneário ultrapassou Brasília e ficou em terceiro lugar entre os imóveis mais caros do Brasil. À frente estão São Paulo e Rio de Janeiro. A valorização vem impulsionada pelas recentes transformações na cidade, como o alargamento da praia central e a revitalização de todo o projeto paisagístico. A expectativa do segmento é que a valorização média, após o alargamento, seja imediata e de até 20%, levando em conta cálculos da consultoria norte-americana Appraisal Institute para empreitadas similares. E esses números já se refletem na prática.

O primeiro levantamento sobre a reação do mercado imobiliário após a conclusão das obras de alargamento da Praia Central de Balneário Camboriú aponta que a valorização superou a expectativa. O preço dos apartamentos de alto padrão na Avenida Atlântica, de frente para o mar, subiu em média 30%, segundo pesquisa de mercado da Sort Investimentos.O empresário Jean Graciola destaca que com o aquecimento do mercado e a variação das taxas, a construtora reativou no mercado uma campanha facilitando a negociação direta e o parcelamento para os clientes. "O mercado está aquecido, os clientes buscam cada vez mais imóveis com valor agregado e a valorização com os recentes investimentos na cidade vem se acentuando. Reativamos uma campanha que possibilita ao consumidor o parcelamento direto e em até 100 vezes", comenta o presidente da FG Empreendimentos.Website: http://www.fgempreendimentos.com.br

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