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Tecnologia

Arie Halpern: redes sociais avaliam riscos dos desafios entre jovens

Relatório mostra como as mídias sociais podem ser terreno fértil para conteúdo com impacto negativo na saúde mental de crianças e adolescentes.

DINO
29/11/2021 às 11:49.
Atualizado em 29/11/2021 às 11:50
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 (DINO)

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Há uma preocupação cada vez maior com a proliferação de desafios online que podem colocar em risco a vida das pessoas, especialmente crianças e adolescentes. Uma pesquisa encomendada pelo Tik Tok, com a participação de 5.400 jovens de 13 a 19 anos, pais e professores no Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha, Austrália, Itália, Brasil, México, Indonésia, Vietnã e Argentina, revelou que um em cada cinco adolescentes participou de um desafio online, mas apenas um em 50 se engajou em ações perigosas que representam risco e menos de um em 300 participou de práticas com alto risco.

A pesquisa, realizada por uma agência independente, teve seu relatório final revisado por um grupo de 12 especialistas em segurança na adolescência, que também foram solicitados a emitirem opiniões e sugerirem medidas para evitar riscos. Os especialistas são unânimes ao afirmar que a adolescência é um período associado à tomada de riscos, no qual nem sempre a avaliação entre ricos e consequências é levada em consideração. Os dados do relatório mostram como as mídias sociais podem ser um terreno fértil para conteúdo prejudicial, como desafios que viralizam, devido à forma como são usadas pelos jovens.

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A puberdade é um período de grande desenvolvimento do cérebro, em termos de pensamento abstrato, reconhecimento de estados psicológicos e emocionais mais complexos e dos relacionamentos. Isso aumenta o interesse por aprender mais e por se inserir em contextos de grupo, o que pode incluir o envolvimento em atividades de risco ou testes para obter a aprovação dos outros. Algumas vezes, são atividades relativamente inofensivas, mas, em outras, podem ser mais arriscadas.

Políticas devem incluir também a disseminação de Hoaxes

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As preocupações sobre o impacto das mídias sociais nesta fase da vida aumentaram com as denúncias feitas por uma ex-funcionária do Facebook. Segundo ela, a rede social usa algoritmos que às vezes expõem vidas ao risco, que suas ferramentas são projetadas para criar dependência e aumentar o consumo. Disse ainda que os responsáveis têm ciência de que essas práticas levam uma parcela dos adolescentes a pensamentos suicidas e doenças como a anorexia.

Em meio a este cenário, a pesquisa do TikTok analisou casos de suicídio e boatos sobre automutilação, os chamados hoaxes, incentivados pelos desafios que circulam nas redes. Os resultados indicaram que mesmo quando criados com o objetivo de enganar as pessoas, sem relação com acontecimentos reais, as postagens causam prejuízo para a saúde mental. São boatos que se espalham amplamente em mensagens de alerta e encorajam o compartilhamento.

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Isso indica que não basta as redes sociais criarem políticas de remoção de conteúdo que promova ou incentive atos perigosos. Além disso, é necessário remover também avisos alarmistas sobre esses conteúdos, que amplificam os efeitos negativos - afinal, acabam dando mais visibilidade àquilo que se propõem a evitar.

Alguns desafios, no entanto, podem ser positivos e promover causas benéficas e importantes, como o desafio do balde de gelo, cujo objetivo era aumentar a conscientização sobre a esclerose lateral amiotrófica (ELA).

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Assim como outras redes sociais, o TikTok busca fortalecer a detecção e a aplicação de regras contra ameaças e boatos perigosos. A rede afirmou que a tecnologia que alerta as equipes de segurança sobre aumentos repentinos em conteúdo será ampliada para também capturar comportamentos potencialmente perigosos. A ideia é que se uma hashtag, como #foodchallenge, normalmente usada para compartilhar receitas de repente tenha um aumento significativo que, aparentemente, esteja relacionado a vídeos que violem as políticas da empresa, ela será investigada.Website: http://www.ariehalpern.com.br/pesquisa-sobre-comportamento-dos-jovens-nas-redes-sociais-leva-plataformas-a-reverem-suas-politicas-de-seguranca/

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