Se depender da previsão de pesquisadores, devem se tornar mais comuns cenas como as ocorridas nos últimos dois meses, quando uma baleia jubarte encantou banhistas em São Sebastião ou quando uma animal da mesma espécia, encalhado, foi salvo em Ilhabela

De acordo com pesquisadores do projeto Ilhas do Rio, com curadoria da WWF Brasil, as aparições coincidem com a antecipação em dois meses de período migratório das baleias, na área entre o litoral do Rio Grande do Sul e da Bahia. As informações são da CNN Brasil.

Os estudiosos do projeto analisam o corredor migratório entre as águas geladas da Antártida e as águas quentes do Nordeste brasileiro, onde os mamíferos marinhos vão se reproduzir e criar os filhotes.

O número de baleias na área, que abrange o litoral de SP, segundo a previsão, deve aumentar. A pesquisa visa conhecer melhor o comportamento dos animais e, com isso, ajudar em sua preservação.

Um dos fatores do aumento de baleias, apontam os pesquisadores, é a recuperação populacional dos animais no hemisfério sul, embora a predominância seja de espécies raras e ameaçadas.

Com o aumento da população e do tempo de exposição, aumentam também os riscos aos animais. Mesmo com a caça proibida, o número de baleias que morrem tragicamente se aproxima das centenas.

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No Brasil, apontam os pesquisadores, as principais causas da aniquilação das baleias são produto de interação direta e indireta com o ser humano tais como falta de alimento, colisão com embarcações, enredamento - quando ficam presas em redes - e ingestão de lixo (sobretudo plástico).

Somente em 2021, foram encontradas 71 carcaças. No último dia 6, um guia de ecoturismo marítimo flagrou um filhote de baleia jubarte sem vida, ao navegar no mar de Peruíbe. O Instituto Biopesca, que luta pela preservação da vida marinha na região, investiga a morte do animal. A suspeita é que o filhote tenha se desgarrado da mãe.

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