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O OUTRO LADO

“Não escolhi ter um surto”, diz mulher flagrada fazendo sexo com morador de rua ao falar pela 1ª vez

Sandra Fernandes foi internada em clínica após caso que ganhou projeção nacional. "Fui vítima de chacotas, humilhações em rede nacional. Fui taxada como uma mulher qualquer", disse ela em seu primeiro pronunciamento público após sair da internação

Da redação
27/04/2022 às 13:19.
Atualizado em 27/04/2022 às 14:59
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Sandra Fernander e seu marido Eduardo Alves (Imagem: Reprodução / sandramarafernandesoficial@Instagram)

Sandra Fernander e seu marido Eduardo Alves (Imagem: Reprodução / sandramarafernandesoficial@Instagram)

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Sandra Mara Fernandes, a mulher flagrada pelo marido fazendo sexo com um morador de rua se pronunciou publicamente pela primeira vez sobre o caso, no início da tarde desta quarta (27).

“Passei por dias muito difíceis, nunca me imaginei naquela situação. Eu me sinto profundamente dilacerada pelo ocorrido”, disse Sandra em um publicação em seu perfil pessoal no Instagram, no início da tarde desta quarta (27).

No início de março deste ano, Sandra foi flagrada pelo marido, o personal trainer de 31 anos Eduardo Alves, tendo relações sexuais com Givaldo de Souza, então em situação de rua, no carro da família, em uma rua de Planaltina, no DF. Na ocasião, Eduardo espancou Givaldo.

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Imagens do flagra, gravadas por câmeras de monitoramento, deram ao caso projeção nacional e circularam intensamente. Rapidamente, Givaldo foi alçado ao posto de celebridade, deu dezenas de entrevistas, recebeu de admiradores a alcunha de “mendilover”, ganhou de um Youtuber um apartamento na beira da praia no Rio e especula-se que possa participar do próximo BBB.

Enquanto isso, Sandra, internada em uma clínica para tratar de um surto psicológico, foi mais defenestrada que defendida. O episódio tornou-se o catalisador de debates sobre consensualidade sexual e seletividade machista que perduram até agora, quando Sandra, recém-saída da internação, se pronuncia.

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Ao se aproximar do carro da esposa, o personal percebeu que a mulher e o morador de rua estavam tendo relações dentro do veículo; furioso, o marido começou a agredir o homem em situação de rua (Reprodução)

“Hoje eu tenho ciência de tudo o que foi dito enquanto eu estava internada e sendo cuidada por médicos, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e outros profissionais. Fui vítima de chacotas, humilhações em rede nacional. Fui taxada como uma mulher qualquer, uma mulher promíscua, uma mulher com fetiches, uma traidora”, desabafou a mulher que completou.

“Eu sempre soube que vivemos numa sociedade desigual, mas eu não escolhi ter um surto, eu não escolhi ter sido humilhada, eu não escolhi ter minha vida exposta e devastada”.

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Olá me chamo Sandra Mara Fernandes, sou a mãe da Anna Laura e a esposa do Eduardo Alves. Venho através desta postagem agradecer as pessoas que se levantaram para me defender quando eu não tinha condições.

Passei por dias muito difíceis, nunca me imaginei naquela situação. Eu me sinto profundamente dilacerada pelo ocorrido. Hoje eu tenho ciência de tudo o que foi dito enquanto eu estava internada e sendo cuidada por médicos, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e outros profissionais.

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Fui vítima de chacotas, humilhações em rede nacional. Fui taxada como uma mulher qualquer, uma mulher promíscua, uma mulher com fetiches , uma traidora. E mais ofendida ainda por ter sido atacada por outras mulheres que entenderam que eu merecia o pior.

Eu sempre soube que vivemos numa sociedade desigual, mas eu não escolhi ter um surto, eu não escolhi ter sido humilhada, eu não escolhi ter minha vida exposta e devastada!

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Então, na condição onde estive eu sei que tinha direito de ser defendida. Agradeço ao meu esposo por tudo que ele fez por mim. Ele me defendeu durante e depois do ocorrido, pois sabe que em condições normais eu jamais teria permitido passar por aquilo. Agradeço também ao meu pai, minha madrasta, meus irmãos e amigos, que me acolheram e ajudaram o Eduardo e a Anna Laura. Sou profundamente grata aos profissionais que me ajudaram a compreender o que estava acontecendo quando eu já não tinha domínio da minha própria vida.

Hoje eu busco na Justiça os meus direitos, pois nunca faltei com respeito com ninguém e não merecia ter sido tratada como uma qualquer, e, principalmente, ter sido usada como objeto de prazer durante delírios e alucinações que confundiram minha mente e me colocaram num contexto nojento e sórdido. Sigo batalhando, um dia de cada vez para retomar a minha existência e vou conseguir porque Deus é maior e infinitamente bom.

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