O ano de 2020 se iniciou carregado de tragédias, decorrentes da pandemia do novo coronavírus, que já causou a morte de mais de 200 mil pessoas no país inteiro.

Uma das cidades grandemente afetadas no Brasil é Mogi das Cruzes, que obteve o maior número de mortes, dentro da série histórica das Estatísticas Vitais de óbitos do Registro Civil nos municípios, iniciado em 2002.

Nunca houveram tantas mortes na cidade em um único ano.  De acordo com o Portal da Transparência, sistema online gerido pela Arpen-Brasil (Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais), os óbitos registrados pelos Cartórios de Mogi das Cruzes em 2020 totalizaram 4.573, 21,6% a mais que no ano anterior, superando a média histórica de variação anual de mortes no município que era, até 2019, de 4,8% ao ano.

A pandemia também refletiu no desenvolvimento de outras doenças respiratórias,  que cresceram em 23,5%,  passando de 1.928 para 2.381.  Houve um aumento gravíssimo de 600% no desenvolvimento de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda).

Doenças cardíacas também obtiveram aumento, principalmente quando está correlacionada ao Covid-19, em uma comparação entre 2019 e 2020 observa-se um aumento de 18,3%, passando de 855 para 1.012.

Os números de mortes em domicílios dispararam em Mogi das Cruzes, comparando o ano de 2019 e 2020, há um aumento de 17,5% e as mortes por Causas Indeterminadas fora de hospitais cresceram 120%.   

Os números apontam que 831 pessoas faleceram em suas casas, de Covid-19, de acordo com base nos atestados assinados pelos médicos.

Os dados estaduais apontam que os óbitos em domicílio cresceram 15,3% no mesmo período comparativo, de 2019 à 2020, aumentando em 1.600% as mortes por SRAG, 11,6 por Septicemia e 47,9% de Causas Indeterminadas. Segundo os atestados médicos, 1.492 paulistas morreram de Covid-19 em suas casas.

Prevenção

A Covid-19 causou por volta de 2 milhões de mortes no mundo inteiro. A prevenção e cuidados sanitários são extremamente importantes, a fim de barrar o crescimento desenfreado da doença.

Entre seus sintomas, estão tosse seca, dor de garganta, coriza, dor no corpo e febre, todos semelhantes aos apresentados em casos de gripes e resfriados conhecidos no país.