A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou nesta sexta-feira (28) que durante o mês de junho vai entrar em vigor a bandeira tarifária vermelha, patamar 2 – mais cara dentre todas as tarifas. Em maio vigorou a bandeira vermelha, patamar 1. De acordo com a Agência, a estação seca, que começou em maio, baixou o nível dos reservatórios, pressionando o preço da energia.

As bandeiras  refletem as condições de geração de energia e representam um adicional pago para cada 100kWh de energia consumidos; na bandeira  verde, as condições de energia são favoráveis e o consumidor não paga adicional; na bandeira amarela, as condições são menos favoráveis, e o consumidor paga um adicional de R$ 1,34.

Na bandeira que entra em vigor, os consumidores pagam um valor adicional de 6,24 para cada 100 kWh de energia consumidos. Um valor 33% mais caro que a bandeira anterior, vermelha patamar 1, cujo valor adicional é de R$ 4,16.

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A medida, de acordo com a ANEEL, reflete “condições hidrológicas desfavoráveis” nos reservatórios das hidrelétricas. “Junho inicia-se com os principais reservatórios do Sistema Interligado Nacional (SIN), em níveis mais baixos para essa época do ano, o que aponta para um horizonte com reduzida geração hidrelétrica e aumento da produção termelétricas”, afirmou a agência.

Quando o nível dos reservatórios da hidrelétricas está em baixa, o governo precisa gerar mais energia nas usinas termelétricas, a partir da queima de combustíveis, como carvão e diesel.

Ao acionar mais termelétricas, a demanda é diminuída nas hidrelétricas, o que poupa água dos reservatórios situados sobretudo no Sudeste e Centro-Oeste. Por outro lado, a energia produzida pelas termelétricas, além de ser mais poluente, é mais cara, o que se reflete em aumento nas contas de luz.